Tribuna do Leitor

Novos tempos, novos venenos

Lázaro Carneiro
| Tempo de leitura: 1 min

‘Cada terra com seu fuso, cada povo com seu uso’, diz o dito popular, mas isso há muito tempo já não faz sentido, a globalização nos mostra tudo a toda hora de modos que não há mais  exclusividades em aldeamento nenhum do mundo. Posso ir ali na esquina e comprar uma roupa típica do Japão, das Arábias, da Índia, enfim, qualquer coisa que eu vestir não vai assustar ninguém, pois a TV nos mostra isso todo dia, nada mais é novidade.

Existem os ditados populares que falam das frutas: ‘pé de laranja azeda não leva pedrada’, ‘laranja em beira de estrada tem marimbondo’, ‘barriga cheia goiaba tem bicho’. Todos fora de moda, pois hoje mesmo as laranjas azedas são consumidas até a última fruta e se a laranjeira estiver à beira da estrada será atacada com frequência enquanto tiver uma única fruta lá em cima. As goiabas, quando caem nas mãos da gurizada, vão com bicho e tudo.

No caso das frutas, já não se justifica o uso da filosofia popular e temos que readaptar os  costumes para os dias de hoje. Uma frase bem apropriada ao assunto seria: ‘A fruta que estou comendo vai com bicho e com veneno’.

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