| Samantha Ciuffa |
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| Marco Feliciano fala em resgate de valores conservadores |
Em visita a Bauru para um culto da Igreja do Avivamento, o deputado federal Marco Feliciano (Podemos-SP) visitou o Café com Política, do JC, onde falou, entre outros assuntos, sobre a política nacional e a representatividade da bancada evangélica. Pastor, ele ficou conhecido nacionalmente por declarações fortes e polêmicas na Câmara dos Deputados e atraiu o apoio de uma parcela da sociedade, que se vê representada no seu perfil.
Natural de Orlândia, na região de Ribeirão Preto, Feliciano é pré-candidato à reeleição e, assim, buscará o terceiro mandato.
"Eu fui para a Câmara acreditando naquilo que eu falava. Eu fui eleito por um grupo que pensa como eu. Quando alguém diz que eu não o represento, de fato, eu represento aqueles que me elegeram, e não todos os brasileiros. Mas quem votou em mim, sabe o que eu penso e no que acredito de fato", afirma.
"O que eu represento ressuscitou a direita brasileira e o pensamento conservador nacional. A esquerda estava governando o Brasil, e aparelhando tudo. Passamos a incomodá-los, que não queriam largar o osso por nada, e a esquerda não vai sossegar enquanto não voltar ao poder. Nós tiramos do currículo a ideologia de gênero, por exemplo. Nós vencemos na esfera federal. Eles foram aos planos estaduais e não conseguiram. E, depois, para os municípios, onde também perderam. É algo que a sociedade não quer", pontua. "A esquerda gosta de criar os conselhos populares, algo que não precisa, porque já há o parlamento. O socialismo prega um paraíso que não existe, não tem como", menciona.
O parlamentar diz ainda que a Câmara dos Deputados pede a presença de representantes preparados. "São várias comissões funcionando ao mesmo tempo, além das grandes votações, o atendimento a prefeitos. A rotina é para quem está preparado, e não para quem vai se aventurar na política", considera.
BOLSONARO
Feliciano é próximo ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), pré-candidato a presidente. Até o começo deste ano, os dois estavam no mesmo partido, o PSC. Agora, cada um foi para uma legenda diferente (Bolsonaro para o PSL e Feliciano para o Podemos), mas o apoio entre eles continuará. "Ele é um grande amigo e uma pessoa muito inteligente. Há quem diga, em Brasília, que ele cresceu em um vácuo, porque, antes de mim, o Bolsonaro era uma caricatura, por ser mais radical. Em 2013, quando ele colou em mim na Comissão de Direitos Humanos, ele cresceu", comenta.
"Eu represento um movimento muito forte no Brasil, que é o evangélico, somos, hoje, 30% da população nacional, e o IBGE diz que, em 15 anos, o Brasil será um País de maioria evangélica. E comecei a mostrar os projetos que feriam a família, e passei a incomodar. Marco Feliciano se tornou uma pedra no sapato das esquerdas, porque eles não tem projeto de governo, mas projeto de poder", cita.
