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Evento aborda procedimento alternativo para tratar mioma uterino


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Ana Carolina Ribeiro/Divulgação
Messina, do Hospital das Clínicas da USP, foi um dos palestrantes

Na última quarta-feira, Bauru sediou evento médico para discutir um tratamento alternativo para o mioma uterino, a embolização. O procedimento consiste na interrupção da circulação que nutre o mioma através de um material chamado micropartícula, ocasionando, dessa forma, a sua diminuição. É caracterizado como uma técnica minimamente invasiva e de recuperação rápida - os pacientes podem voltar às atividades rotineiras em média sete dias após o procedimento.

Foram convidados para apresentar a técnica, suas vantagens e os casos em que é indicada o ginecologista e obstetra Marcos Messina, médico assistente do Hospital das Clínicas da USP/SP; o cirurgião vascular e endovascular Claudio Gabriele; e o cirurgião vascular e endovascular Raul Videla Filho.

O evento foi realizado no restaurante La Terrasse e, após as aulas ministradas, foi servido um jantar aos convidados. O encontro contou com a presença de 12 médicos.

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Marcos Messina destaca que, segundo estudos, 40% das mulheres em fase reprodutiva são potenciais portadoras de mioma. "O mioma é um tumor, na maioria das vezes benigno. Ele pode ser assintomático, mas, quando apresentam sintomas, as mulheres podem sentir cólicas, ter sangramento excessivo e dificuldade para engravidar. Em alguns casos, devido ao sangramento, podem até apresentar um quadro de anemia".

"Eu vim passar a minha experiência aos ginecologistas de Bauru para eles entenderem em quais situações, em qual tipo de mioma e em qual tipo de mulher esse tratamento pode ser aplicado", aponta. Messina ainda afirma que esse é um tratamento que envolve duas especialidades: o ginecologista e o endovascular.

O cirurgião vascular e endovascular Claudio Gabriele abordou os aspectos cirúrgicos do procedimento, as técnicas operatórias, como funcionam o pré e o pós-operatório e as vantagens da técnica. "Discutimos aqui, com os ginecologistas, essa opção de tratamento, porque, muitas vezes, existe uma falta de informação ou informações erradas a respeito. A nossa ideia não é absorver esse paciente do ginecologista, mas agir conjuntamente. É uma possibilidade que a cirurgia endovascular pode auxiliar no tratamento do mioma", esclarece.

Raul Videla Filho, também cirurgião vascular e endovascular, apresentou os aspectos práticos do procedimento. Foi mostrado, por ele, como se dá a técnica, quais materiais são utilizados e as opções de anestesia. "Esse evento funciona como uma atualização para os médicos e para mostrar aos ginecologistas a embolização como uma opção de tratamento. É uma alternativa a mais, uma ferramenta a mais à disposição dos pacientes".

A médica ginecologista Marli Faria esteve entre os médicos convidados para o encontro e apontou que essa foi uma oportunidade muito interessante de atualização e informação. "Saber que, em Bauru, há profissionais que fazem esse procedimento e aprender sobre a importância de agir em conjunto foi muito valioso", conclui.

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