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Fifa diz que VAR garantiu uma taxa de acerto de 99,3%


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A Fifa mandou um trio de peso para falar, ontem, sobre a arbitragem da primeira fase da Copa do Mundo: os ex-árbitros italianos Pierluigi Collina (chefe de arbitragem da entidade) e Roberto Rosetti e o suíço Massimo Busacca. O assunto principal, claro, foi a utilização do VAR (Árbitro Assistente de Vídeo, na sigla em inglês).

Segundo a Fifa, durante os primeiros 48 jogos da Copa do Mundo, o VAR foi acionado para solucionar dúvidas em 335 lances, em uma média de 6,9 utilizações por jogo, com uma taxa de acerto de 99,3%. Sem o árbitro de vídeo, esse número cairia para 95%. A Fifa não quis falar quais os três erros que representam 0,7% do total. "O VAR não significa perfeição, ainda poderá haver alguma interpretação errada ou erro de informação", disse Pierluigi Collina.

Nos 48 jogos da fase de grupos, 17 revisões foram feitas pelo árbitro de campo. Destas, 14 decisões acabaram sendo alteradas após o árbitro ter acesso ao vídeo do lance (como a marcação de sete pênaltis e o cancelamento de dois); dois lances passíveis de punições com cartão vermelho (os cartões foram amarelos), dois gols anulados após confirmação de impedimentos e ainda um cartão que seria para um jogador que não fez a falta. Entre as três opiniões dos árbitros que não foram alteradas pelo VAR, estão um pênalti marcado e dois não assinalados.

O tempo médio das intervenções foi de 1 minuto e 20 segundos. "A vida de um árbitro é difícil. Quantas vezes eu via um jogador no chão, sabia que tinha ocorrido alguma coisa séria, mas não tinha visto. Eu só rezava: 'meu Deus, me ajude a descobrir o que aconteceu ali'. Nenhum árbitro gosta de errar. Você passa 89 minutos e, se comete um erro em 30 segundos, um minuto, só vão falar disso", disse Massimo Busacca.

BRASIL X SUÍÇA

"Atenção! Atenção!" Enquanto o time da Suíça comemorava o gol de empate contra o Brasil, o árbitro do jogo, o mexicano Cesar Ramos, chamava por sistema de comunicação de forma desesperada a equipe na cabine fora do estádio para que o replay fosse avaliado. "Atenção, VAR", repetia.

Longe das imagens relativamente organizadas que a Fifa mostra em sua transmissão oficial, a realidade é que a consulta do VAR é um momento de tensão e caos, com pelo menos sete pessoas envolvidas na revisão de imagens, na comunicação, na conversa em diferentes línguas e na decisão final, tomada pelo árbitro de campo

Depois de se recusar a liberar o áudio e o vídeo da comunicação entre o árbitro e a cabine do VAR para a CBF, a Fifa agora divulgou em uma entrevista coletiva de imprensa todas as informações que levaram a arbitragem a validar o gol da Suíça contra o Brasil.

No áudio das conversas entre o árbitro e a cabine, os técnicos do VAR avaliaram a imagem do lance e concluíram que o toque sofrido por Miranda foi "um empurrão muito leve". O gol representou o empate da Suíça e levou a CBF a se queixar oficialmente junto à Fifa.

Pelas imagens e áudio das conversas no momento do gol, o conteúdo foi verificado por vários ângulos. "Sim, um empurrão levíssimo", afirmou um dos responsáveis pelo VAR, enquanto observava a imagem. O árbitro de campo continuava a cobrar uma resposta dos técnicos, enquanto outras imagens eram avaliadas e os operadores discutiam a situação, em espaço de poucos segundos. A tensão só acabou quando a cabine lhe informou: "controle completado, controle completado".

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