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H1N1: 2018 já é o 3.º ano mais fatal

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 3 min

Ainda com cinco meses pela frente, 2018 já é o terceiro ano da história de Bauru com maior número de mortes por H1N1. Ontem, a prefeitura confirmou outros seis novos casos da doença, sendo que, desses, três resultaram em óbitos. Agora, a cidade contabiliza um triste saldo de seis pessoas que perderam a vida por conta da gripe A.

A Secretaria Municipal de Saúde, através do Departamento de Saúde Coletiva, afirma que todos os pacientes apresentaram febre, falta de ar, tosse e dor no corpo. Os nomes deles não foram divulgados.

Dentre os casos que resultaram em morte, nenhum deles havia se imunizado, aumentando o alerta para a imunização. A mais recente vítima fatal é uma mulher de 59 anos pertencente ao grupo de risco por ter pneumopatia crônica, neoplasia de pulmão e ser diabética. Ela, que estava em um hospital particular, morreu no último dia 24.

A outra vítima morreu um dia antes em um hospital público. Trata-se de um homem de 66 anos, que também pertencia ao grupo de risco pela idade e por ter obesidade.

Já no último dia 21, um outro homem de 42 anos, que tinha doença neurológica crônica e, assim, englobava o público-alvo da campanha, morreu na UPA do Geisel. De acordo com a prefeitura, ele veio a óbito no mesmo dia em que deu entrada na unidade de saúde.

DOIS NA UTI

Além dos casos fatais, outras três ocorrências de H1N1 foram confirmadas ontem em Bauru. Dois dos pacientes, inclusive, seguem internados em UTIs da cidade. São eles: uma mulher de 60 anos pertencente ao grupo de risco (idade e doença cardiovascular crônica) e que está em um hospital público; e outra mulher de 54 anos, sem informações sobre o grupo de risco (sem familiares na cidade para informar), não vacinada e que está em um hospital particular.

O outro paciente confirmado é um homem de 39 anos, também do grupo de risco (pneumopatia crônica). Apesar de não ser vacinado, ele já se recupera em casa.

Ainda segundo o município, três dos casos confirmados são moradores da região Norte e os outros três da Sudeste.

Agora, Bauru totaliza, até o momento, 17 casos positivos de Influenza, sendo 15 de H1N1 - com seis óbitos - e dois de H3N2.

Levando em conta o número de mortes, 2018 já é o terceiro mais letal da história. Este ano só perde para 2009, quando foram nove óbitos, e para 2016, ano que registrou o maior número de vítimas fatais: 11.

Imunização segue abaixo do ideal, principalmente em crianças e gestantes 

Nas três mortes confirmadas ontem, nenhuma das pessoas havia se vacinado, apesar de todas integrarem o público-alvo. Mais uma vez, as tragédias reforçam a importância da imunização. Mesmo assim, a Secretaria de Saúde informa que a taxa de cobertura está em 82%, ainda abaixo do esperado, principalmente nos grupos de crianças (66,5%) e de gestantes (62,5%).

"Recomendamos que todas as pessoas que ainda não receberam a vacina e pertencem aos grupos de risco procurem uma unidade de saúde mais próxima para receber a dose da vacina", destaca a prefeitura, em nota.

Conforme o JC noticiou, como forma de tentar aumentar a cobertura, a prefeitura ampliou o expediente de seis unidades de saúde até as 20h desde a semana passada. Os postos do Jd. Redentor, Núcleo Geisel e Jd. Godoy, que já estavam funcionando até as 19h, seguem com atendimento estendido (veja mais no quadro acima).

Já as salas de vacina das demais unidades seguem das 8h até 16h30. Algumas pessoas entraram em contato com o JC para reclamar que, em determinadas situações, a vacinação não estava sendo feita após as 16h. "As senhas para a vacina são distribuídas até as 16h30 para que todas as pessoas sejam atendidas até as 17h, horário de fechamento das unidades", rebate o município.

 

 

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