Economia & Negócios

Plano Safra libera R$ 9,4 bi em SP

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Fotos: Malavolta Jr.
Em Bauru, evento de lançamento do plano ocorreu na sede da Superintendência Estadual do BB

Com a presença de produtores rurais e autoridades de Bauru e região, o Banco do Brasil anunciou, nessa quarta-feira (4), na cidade, o Plano Safra 2018/2019, que destinará R$ 9,4 bilhões em recursos para a próxima safra só no Estado. Em todo o País, serão R$ 103 bilhões, 20% a mais do que no período anterior.

Superintendente regional do BB, em Bauru, Cristiane Albuquerque explica que o banco acompanha a demanda do mercado. "Estamos em um momento no qual o agronegócio representa boa parte do PIB nacional, ou seja, é um setor que merece investimento", constata.

Gerente de negócios da Superintendência Estadual do BB, Luiz Paulo Contieri complementa que o Brasil é referência em produção e exportação de produtos agrícolas, principalmente, de grãos. "Contudo, só no Estado de São Paulo, temos uma cadeia bastante diversificada, desde grãos, leite, cana-de-açúcar, passando por pecuária, até algodão, que cresce cada vez mais", acrescenta. 

 
Luiz Paulo Contieri e Cristiane Albuquerque receberam os convidados para o lançamento, nessa quarta (4)

Do total de recursos para São Paulo, R$ 6,5 bilhões serão direcionados a empresas da cadeia do agronegócio e R$ 2,8 bilhões em crédito rural aos produtores e cooperativas. Se for levado em conta as atividades destinadas com esses valores, R$ 7,7 bilhões irão financiar operações de custeio e comercialização e R$ 1,7 bilhão, créditos de investimento agropecuário.

Quanto às diversas linhas de crédito, capazes de atender a demandas específicas de cada produtor, as taxas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) são bastante vantajosas, variando entre 2,5% e 4,6% ao ano.

Em todo o País, R$ 11,5 bilhões serão destinados para as empresas da cadeia do agronegócio e R$ 91,5 bilhões em crédito rural aos produtores e cooperativas, dos quais R$ 72,8 bilhões irão financiar operações de custeio e comercialização e R$ 18,7 bilhões, créditos de investimento agropecuário.

PREÇOS ATRATIVOS

Quem está entusiasmado com esta injeção de dinheiro no setor é o produtor de cereais Valdomiro Calão, de Dois Córregos. Considerado médio produtor, ele planta em torno de 600 hectares de soja ao ano, fora a "safrinha".

"O Plano Safra me ajuda em tudo, afinal, eu faço o custeio da lavoura e utilizo, anualmente, esta iniciativa. Se não tivesse, ficaria complicado, porque os juros mais baixos auxiliam muito o produtor e o consumidor final, já que os preços tornam-se atrativos", justifica.

Já o presidente da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil, Eduardo Vasconcellos Romão, alega que a disponibilidade de recursos de maneira organizada, de fato, chega ao produtor. "Aquela imagem de algo lento já está no passado", revela.

A entidade liderada por Romão abriga 12 mil produtores, que plantam em 850 mil hectares.

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