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Se tem uma coisa que não dá para negar é que o brasileiro aproveita a menor oportunidade que seja para fazer uma boa festa. E quer melhor motivo que a Copa do Mundo? O jogo da Seleção de hoje, inclusive, encerra o expediente mais cedo (veja o que abre e fecha no quadro logo abaixo) e "emenda" com o fim de semana e com o feriado de segunda-feira, criando um clima mais do que perfeito para aquele bom e velho churrascão. E se tem um segmento que comemora esse espírito festivo é o dos supermercados.
De acordo com um levantamento feito pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), a venda de determinados itens apresentou aumento nas datas em que o time verde e amarelo entra em campo, especialmente cervejas, na ordem de 30% a 50%, e carne, com 20% a mais de comercialização. Os dados são relativos a todo Estado de São Paulo, mas a diretoria local da associação afirma que Bauru acompanha esse crescimento das vendas.
"Não temos um levantamento só da cidade, mas percebemos que nossos índices seguem o mesmo ritmo. Os consumidores estão indo aos supermercados cerca de uma a duas horas antes dos jogos da Seleção e nós estamos nos preparando para isso, com aumento do pessoal em determinados setores dos supermercados, como frigoríficos, por exemplo", afirma o vice-diretor da regional da Apas Bauru, Fernando Luiz da Silva.
ALÉM DA CARNE
Como dois dos quatro jogos da Seleção canarinho foram no período matutino, às 11h da manhã, itens como panificados, frios, sucos e laticínios também vendem mais, uma vez que os consumidores buscam produtos típicos do período matinal. Esses produtos têm aumento nas vendas até 10% superior do que um dia habitual, segundo levantamento.
Já na parte da tarde, as vendas de aperitivos também se destacam, sendo linguiça, salame e bacon com até 20% a mais de comercialização, e amendoim e pipoca, com aumento de até 25%.
"Além da variação dos itens, nos dias de jogos, nós percebemos que as vendas pós-jogo fecham abaixo da média de um dia comum, mostrando que os consumidores tendem a estocar produtos para não saírem mais de casa", completa o vice-diretor.
CHURRAS DE MANHÃ?
| Aceituno Jr. |
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| Sandra Therezan com o marido Wilson Therezan e a filha Julia Therezan já nos preparativos para o churrasco de hoje |
Na casa de Sandra Regina Pereira Therezan, de 44 anos, não tem hora para festa. Mesmo nos jogos às 11h da manhã, o churrasco veio para confirmar os dados do levantamento da Apas. "Não ligamos para a hora, aqui sempre tem churrasco. Começamos cedo e, depois, alguns vão trabalhar e outros estendem a festa até mais tarde", comenta.
Ela reúne cerca de 40 pessoas em todos os jogos do Brasil para torcer e se divertir e, hoje, não será diferente. "Cada um trás o 'kit churrasco', que é sua carne e bebida de preferência para a festa. Acaba saindo bem mais barato do que um bar e nós podemos ficar entre amigos, até a hora que queremos", diz. "Churrasco e jogo são uma combinação perfeita. Estamos sempre pensando no próximo e esperando o melhor resultado", conclui Sandra.
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Copa do Mundo: Seleção de olho na semifinal
Brasil enfrenta "teste de fogo" contra a Bélgica em duelo de times talentosos e invictos para avançar no Mundial
A Seleção Brasileira encara seu maior desafio na Copa do Mundo de 2018 até aqui nesta sexta-feira (6), às 15h (de Brasília), quando pega a Bélgica na Arena Kazan, em Kazan, na Rússia, em choque válido pelas quartas de final. As duas equipes estão invictas, mas os belgas, que conseguiram uma virada histórica contra o Japão, ganhando por 3 a 2, têm 100% de aproveitamento e desde antes mesmo de o torneio começar já eram apontados como "sensação" pelo talento desta geração. O Brasil mostrou até agora um futebol sólido e eficiente e, nas oitavas de final, bateu o México por 2 a 0.
A disputa, de certa forma tem uma importância maior para os europeus do que para a Seleção. Se para o país pentacampeão mundial o confronto vale, obviamente, a permanência no torneio, para os adversários o peso é maior por se tratar da chance de garantir a sobrevida de uma geração badalada e talentosa, mas ainda sem conseguir convencer no futebol do planeta.
Nomes com Courtois, Vertonghen, Hazard, De Bruyne e Lukaku representam a maior esperança de a Bélgica voltar a uma semifinal de Copa depois de 32 anos. O elenco formado anos atrás, quando esses atletas eram apenas jovens promissores, agora chega à decisão contra o Brasil composto por estrelas de clubes ingleses e consagrados individualmente. Porém, todos ainda buscam um resultado pela seleção capaz de legitimar a fama que durante anos a equipe levou.
Toda essa expectativa pode ruir diante do Brasil pelas quartas de final. Como em uma espécie de autodefesa, a Bélgica tem jogado todo o favoritismo para o adversário e buscado tirar o peso do momento. Afinal, em jogos eliminatórios anteriores, como contra a Argentina, na última Copa, e País de Gales, na Eurocopa de 2016, os belgas mostraram inexperiência para lidar com decisões.
A Seleção Brasileira se difere da Bélgica por não lutar contra o status de favorita. A equipe parece sofrer menos pressão pelo momento histórico e o próprio técnico Tite disse estar agora, em pleno mata-mata, em momento bem mais leve se comparado à da estreia na Copa. "O desempenho dos atletas aconteceu. Isso me gera confiança", afirmou o treinador, que confirmou o retorno de Marcelo à lateral esquerda.
O Brasil terá ainda a presença do volante Fernandinho na vaga de Casemiro, suspenso, e uma grande presença de torcedores a favor. A cidade de Kazan está cheia de brasileiros, que andam pelas ruas com camisas amarelas cantando músicas. A movimentação levou a imprensa belga a questionar o técnico da Bélgica, o espanhol Roberto Martínez, se o otimismo do público não significava excesso de confiança, tema que ele evitou comentar.
Para o Brasil, de certa forma, o encontro também tem a importância de carimbar a equipe como favorita ao título já que, pela primeira vez nesta Copa, terá um confronto com uma equipe de nível técnico e de talento parecidos.
Nomeado novamente capitão, o zagueiro Miranda elogiou o adversário e respondeu uma provocação feita pelo zagueiro adversário Kompany de que os belgas já estariam preocupados com a semifinal. "Conhecemos todos os tipos de provocações. É uma forma de ocultar o medo e mostrar confiança, porque é sempre difícil jogar com a Seleção Brasileira", comentou.
Para os belgas, o problema é que talvez nos próximos anos sua grande geração não tenha o vigor para chegar tão longe e ter outra oportunidade. "Jogar com o Brasil é um teste e tanto para vermos como está nossa equipe", comentou o atacante Lukaku, autor de quatro gols nesta Copa.
Cerca de dois terços deste grupo belga esteve na Copa de 2014 e veio para a Rússia com o discurso de usar a experiência a favor. "Como nunca ganhamos uma Copa, temos essa barreira psicológica. Então o Brasil leva vantagem nisso, pois sabe o caminho para ganhar", argumentou Roberto Martínez.
Acostumada a ver os vizinhos e rivais holandeses se destacarem em Copas, a Bélgica considera a partida com o Brasil como a mais importante da história do país. Ao mesmo tempo, a equipe pode igualar a melhor campanha em um Mundial, mostrar força, superar a tradição do Brasil e comprovar o poderio. "Para jogos assim não se precisa de motivação. Quando você enfrenta o Brasil em uma partida de quartas de final, isso é o bastante. Trabalhamos dois anos para isso", comentou Martínez.
Caso a partida termine empatada após o tempo regulamentar, ocorrerá uma prorrogação de 30 minutos. Persistindo a igualdade, o classificado para as semifinais será conhecido nas cobranças de pênaltis.
Quem avançar do confronto entre a Seleção Brasileira e a Bélgica vai fazer a semifinal contra outra grande equipe, que será definida no duelo entre Uruguai e França, que também se encontram hoje.


