Há 25 anos, minha mãe, profª Celina Neves, teve um sonho de fundar a Academia Bauruense de Letras (ABL). Reunindo uma série de amigos e visionários, pensou em tornar possível sua fundação. Pesquisou em outras cidades, onde já existiam as Academias, pediu estatutos e com a ajuda do dr. Jarbas, advogado já falecido, fez com o prof. Simões um esboço que tinha como pensamento inicial homenagear os escritores de Bauru.
Conforme disse Munir Zalaf:- "Academia Bauruense de Letras sai do silêncio para se revelar aos que não sabem ou nunca ouviram falar a seu respeito. Para o que a ABLetras existe? O que fez e faz para engrandecer a cultura das letras em Bauru e no Brasil? Não se trata de busca de aplausos. Os seus feitos e obras são obrigações juramentadas a contribuir para o progresso da cultura com todas as suas letras. Portanto, nada mais justo à sociedade conhecer suas atividades. Saber que em Bauru existe uma plêiade de mulheres e homens preocupados em semear o conhecimento e sabedoria na cultura das letras."...
Já sem poder se movimentar, minha mãe ficava na sala de visitas de sua residência, onde recebia todos os idealistas, pensadores, escritores, amigos, pessoas que participavam de seu ideal de ter uma Academia Bauruense que agregasse todos os interessados na Cultura da cidade de Bauru.
Houve muitas reuniões, idas e vindas, fundou-se a Academia Bauruense de Letras, em 7 de julho de 1993, e foi declarada de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº 3.984, em dezembro de 1995. Muitos anos se passaram, muitos acadêmicos fazem hoje parte daquele sonho. O sonho não morreu, pelo contrário, vemos que os seus sucessores têm empreendido para que a Academia tenha o brilho tão almejado.
Parabéns aos Acadêmicos pelo Jubileu de Prata, e que a nova diretoria tenha sucesso, sendo que novos membros virão somar aos já existentes, tornando o brilho de nossa Academia ainda maior.
O sonho se tornou realidade.