| Aceituno Jr. |
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| Sílvia de Medeiros com a pequena Maria Alice em frente à Emei Vera Lúcia, no Bauru 16, que foi parcialmente interditada |
Em Bauru, diversas escolas municipais têm sofrido com uma situação preocupante: a infestação de pombas. Uma reunião para discutir soluções, inclusive, será realizada hoje, às 10h, na Câmara Municipal.
Presidente do Legislativo municipal, Sandro Bussola (PDT) cobra uma atitude por parte do município. A Secretaria Municipal de Educação, por sua vez, garante que as unidades aproveitarão as férias para resolver o problema.
"É um absurdo as crianças estudarem em meio às pombas. Precisamos tomar alguma atitude", cobra o vereador Bussola.
Uma das tantas unidades que apresenta este problema é a Escola Municipal de Ensino Infantil (Emei) Vera Lúcia Cury Savi, situada na rua Sargento Manoel Faria Inojosa, 3-9, no Nova Esperança, ao lado do Núcleo de Saúde do bairro.
Quem chamou a atenção para a situação foi o morador desta região, ex-presidente da Associação dos Moradores do Nova Esperança e chefe de gabinete do vereador Sandro Bussola, Júnior Rodrigues.
Segundo ele, a unidade foi parcialmente interditada, devido à infestação de pombas e cupins, desde o ano anterior. Diante disso, alguns alunos foram transferidos à escola mais próxima e outros ficaram na parte da frente do prédio da Emei Vera Lúcia Cury Savi. "A alteração causou transtorno a alguns pais, já que têm de se deslocar a outro bairro para levar ou buscar os filhos na escola", completa.
A manicure Sílvia de Medeiros, de 45 anos, é quem sofre, afinal, não tem carro e depende do transporte público para se deslocar com a filha, a pequena Maria Alice, de 6 anos. A criança, que antes estudava na Vera Lúcia, foi transferida para o Polo Ceja VII, na rua Professora Floripes Silveira de Souza, 8-1, no Bauru 16.
"Além do transtorno de ter de me deslocar até outro bairro, a unidade é muito pequena. Quando precisamos fazer alguma confraternização, emprestamos o espaço da Paróquia São Miguel, próxima à Emei", revela a mãe.
E AGORA?
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Titular da Secretaria Municipal de Educação, Isabel Miziara esclarece que nenhuma escola foi interditada por conta do problema, que atinge não só as unidades de ensino municipais, como outros tantos prédios da cidade.
Embora não tenha divulgado quantas Emeis sofrem com esta situação, Isabel, contudo, confirma que são várias. "As escolas que têm maior infestação de pombas aproveitarão as férias para fazer orçamento e colocar telas mais resistentes, afinal, a própria população as danifica no decorrer do ano letivo", informa.
Para a secretária, a saída está em implantar tais telas mais firmes, além de conscientizar os moradores do entorno das unidades a não danificá-las e, em hipótese alguma, alimentar estes animais. "O município não possui efetivo para colocar um vigia em cada escola. Logo, a manutenção também depende do bom senso da população", adverte.
Quanto à Emei Vera Lúcia, no Nova Esperança, Isabel alega que parte do prédio foi, de fato, interditado e precisa de reforma. Contudo, a pasta aguarda a finalização do projeto, por parte da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), para licitar a obra.
Como a Seplan não possui efetivo para atender a demanda de todas as secretarias municipais, firmou uma parceria com algumas entidades de classe, como a Associação dos Engenheiros Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag), e a previsão é de que o projeto seja finalizado dentro de 60 dias.
PROJETO
Recentemente, a vereadora Chiara Ranieri (DEM) apresentou um projeto de lei que previa a vistoria das escolas públicas municipais. O texto surgiu após o teto da creche Professora Diomira Napoleone Paschoal, em Agudos, desabar, no dia 18 de abril deste ano, conforme o JC noticiou.
Entretanto, o Executivo entendeu que apenas este Poder poderia apresentar um projeto do tipo. Na semana anterior, portanto, o município encaminhou um texto semelhante à Câmara, que tramita pelas comissões, mas ainda não foi votado no Plenário da Casa. A expectativa é de que o projeto entre na pauta nesta ou na próxima sessão.

