Nacional

Câncer ósseo atinge milhares de pessoas todos os anos


| Tempo de leitura: 2 min

Durante todo o mês de julho é feita a conscientização sobre o câncer ósseo, tipo de tumor considerado raro por muitos especialistas, pois corresponde entre 1% a 1,5% de todos os tipos de cânceres no geral. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), existe a estimativa para 2018 de mais de 600 mil novos casos de cânceres, em geral. Além disso, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC), surgem no Brasil, aproximadamente, 2.700 novos casos de câncer ósseo por ano.

Para o oncologista Rodolfo Gadia, a campanha de conscientização sobre o câncer ósseo é de extrema importância, visto que é o tumor mais raro. "Como todas as campanhas relacionadas aos vários tipos de tumores malignos, a conscientização e esclarecimentos sobre os sintomas iniciais e diagnósticos são de extrema importância, pois aumenta as chances de cura em 70%, dependendo do caso, ou sobrevida em até cinco anos", disse. 

"Os tumores ósseos primários representam a quarta causa de câncer em pacientes pediátricos, ficando atrás apenas das leucemias, linfomas e tumores cerebrais. É o responsável, atualmente, pelos maiores índices de óbito nesta faixa etária", completa o oncologista. 

Segundo o médico, as causas do câncer ósseo são, na maioria dos casos, desconhecidas, apesar de existir os fatores genéticos, como ter acometido parentes próximos (pais ou irmãos).

"Os grupos de pessoas que apresentam maior risco para o desenvolvimento da doença são as crianças, adolescentes e adultos muito jovens. Além disso, pode acometer pacientes que receberam radioterapia no passado, histórico de Doença de Paget, pacientes que tiveram retinoblastoma hereditário (um tipo de câncer no olho) e portadores de doenças genéticas, como a Li-Fraumeni", afirma Rodolfo. 

"O osteossarcoma é o tipo mais comum de câncer ósseo e depois da leucemia e dos tumores cerebrais, é o terceiro câncer mais comum em adolescentes", finaliza Gadia. 

Quais os principais sintomas?

1- Dor nos ossos, que no início pode não ser constante;

2- Inchaço das articulações, principalmente nos joelhos e cotovelos;

3- Ossos frágeis, que se quebram facilmente;

4- Como na grande maioria dos tumores malignos, pode ocorrer perda de peso sem razão aparente, cansaço intenso e febre esporádica.

Quais os tratamentos?

Os tratamentos podem incluir quimioterapia e radioterapia ou uma combinação de várias terapias, além da possibilidade de cirurgia radical. Mas, como é um tumor complexo, em muito dos casos, é preciso aliar todas as modalidades de tratamento dentro da oncologia para garantir os melhores resultados. 

 

Comentários

Comentários