Depois de subir mais de 1% e encostar em R$ 3,90, o dólar perdeu força na reta final do pregão e fechou esta quinta-feira (19) praticamente estável com os investidores respirando mais aliviados após notícias de que o blocão, grupo de partidos de centro, estaria pendendo a apoiar o pré-candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, nas eleições presidenciais de outubro.
Após o fechamento do mercado à vista, às 17h, o dólar futuro já era negociado em baixa de cerca de 0,40%.
O dólar avançou 0,09%, a R$ 3,8448 na venda, depois de marcar a máxima de R$ 3,8936 no dia.
Pela manhã, o dólar chegou a superar 1% de valorização ante o real ainda sob influência de declarações otimistas sobre a economia norte-americana do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell, que reforçaram as expectativas de investidores sobre a força do dólar a longo prazo e de aumento dos juros.
À tarde, no entanto, o dólar perdeu força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que não estava "feliz" com a decisão do Fed de elevar a taxa de juros, já que esses aumentos podem colocar os EUA em "desvantagem" enquanto banco central do Japão e o Banco Central Europeu (BCE) mantêm sua política monetária frouxa.
O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, rolando 9,10 bilhões de dólares do total de 14,023 bilhões de dólares dos contratos que vencem em agosto.