Regional

Confusão suspende votação de Processante que pedia para cassar mandato de prefeito

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Paulo Franco/Divulgação
Sessão da Câmara de Agudos teve que ser suspensa nessa sexta-feira (20)

A sessão extraordinária para votar o pedido de cassação do prefeito de Agudos, Altair Francisco Silva (PRB), por suposta omissão no desabamento do telhado da creche berçário Professora Diomira Napoleone Paschoal (Dinapa), foi suspensa na manhã de ontem por falta de segurança. Houve confusão após pronunciamento do vereador Adriano Delfino da Silva, o Drikão (PMDB).

O peemedebista fez insinuações contra os vereadores da situação contrários à cassação e ao ser repreendido pelo presidente da Casa, Glauco Luis Costa Ton (PMDB), houve vaias da plateia e confusão. A sessão foi interrompida por falta de segurança. Os policiais militares que faziam a segurança tiveram que sair para uma ocorrência. Diante disso, a presidência do Legislativo suspendeu a sessão e convocou nova reunião para votar o relatório da Comissão Processante na próxima terça-feira (24), às 9h, quando deverá ser solicitado reforço policial.

O relatório da CP pede a cassação do mandato do prefeito Altair por suposta prática de infração político-administrativa consistente em omissão ou negligência na defesa de bem público e ato incompatível com a dignidade e o decoro do cargo. Para prefeito perder o mandato será necessário nove votos a favor do relatório.

O prefeito tem a sua defesa amparada no laudo expedido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) que apontou como causa do desabamento do telhado do refeitório, o apodrecimento da extremidade de uma estrutura de madeira, encaixada dentro da parede de alvenaria, situação impossível de ser detectada visualmente. O relatório da Secretaria de Obras da Prefeitura, também baseado no laudo técnico conclui que não há como dirigir culpa a ninguém, o que conclui tratar-se de uma fatalidade.

O desabamento da creche ocorreu no dia 18 de abril e deixou 20 feridos, sendo 16 deles crianças que estavam no refeitório na hora do acidente, e mais quatro adultos feridos: três professores e uma funcionária da escola. O relatório também foi encaminhado para o Ministério Público.

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