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Fetec-CUT/SP lança a campanha salarial dos bancários em Bauru

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis
Concentração para divulgar campanha salarial dos bancários ocorreu na praça Rui Barbosa

A Federação dos Bancários da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo (Fetec-CUT/SP) realizou evento de lançamento da campanha salarial dos bancários em Bauru. As propostas, entretanto, são diferentes das elencadas pelo Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP-Conlutas que, inclusive, iniciou as atividades há mais duas semanas.

A concentração ocorreu anteonten na praça Rui Barbosa. Depois, os sindicalistas percorreram 9 agências bancárias do Centro, para dialogar com funcionários e população. Secretário-geral da Fetec-CUT/SP, Eric Nilson disse que a atividade vem sendo promovida em outras cidades do Estado. Ele revela que esta é a primeira campanha salarial que a Federação promove em Bauru sem vínculo com o sindicato local.

"O Sindicato dos Bancários de Bauru se desvinculou da CUT. É uma pena porque eles não participam das negociações que fazemos e os bancários acabam perdendo com isso", critica, acrescentando que, nesta quarta-feira, a Fetec-CUT participa de uma mesa de negociação em São Paulo com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), onde serão debatidas as propostas levantadas em assembleia estadual.

Na Pauta, a Fetec-CUT pede, entre outras reivindicações, a reposição da inflação mais 5% de ganho real. "Também brigamos para que todos os direitos conquistados pela categoria ao longo dos anos sejam mantidos, além de pleitear novas contratações", finaliza Eric.

'ESTÃO ATRASADOS'

Coordenador do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região, Paulo Tonon explica que não participa da campanha promovida "porque a Fetec é uma corrente política adversária nossa, com visão política diferenciada", justifica, ressaltando que o sindicato local já realizou a campanha salarial há 15 dias.

"Eles estão atrasados. A gente não concorda com as práticas da CUT. Não temos o menor interesse em abraçar as propostas deles, até porque já elencamos as nossas e vamos para a terceira rodada de negociação com a Fenaban. A nossa ideia é decretar greve se não tivermos as manifestações atendidas".

Entre as principais reivindicações do sindicato de Bauru, estão o aumento salarial de 23%, referentes a perdas salariais entre 1994 e 2018, e que a distribuição de lucro dos bancos seja feita de forma linear. "Para que desde o escriturário até o gerente-geral ganhem o mesmo valor", especifica Tonon.

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