| Malavolta Jr. |
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| Marcos Melo, Fábio Macca e Mauricio Antonio Bento, no JC |
Uma forma de distribuição mais justa dos impostos, com fatia maior da arrecadação nos municípios e redução das despesas do governo é a meta principal do pré-candidato a deputado federal Fábio Macca, do Patriota, antigo PEN. Auditor fiscal da Receita Federal em São Paulo, ele visitou Bauru e esteve no Espaço Café com Política do JC, onde concedeu entrevista e falou sobre as propostas, caso seja eleito.
Formado em jornalismo - onde atuou, inclusive, com passagens por veículos de imprensa do Rio de Janeiro - e em direito, Fábio Macca é funcionário da Receita Federal há 14 anos e já trabalhou em Manaus, Brasília, São Paulo e Presidente Prudente. Desde 2011, está na Capital paulista e há dois anos se filiou ao Patriota, a convite de um amigo da zona leste, que é médico.
"Estou no partido há dois anos e vou ser candidato pela primeira vez a um cargo eletivo. Acabei entrando na política a convite de um amigo médico de São Paulo, e a saúde também é um assunto pelo qual me interesso. Defendo que o governo faça um investimento na prevenção e na saúde da família, para evitar essa demanda grande que acaba tendo hoje nos hospitais no Brasil inteiro", afirma.
Já na área tributária, onde atua profissionalmente, Macca defende um novo modelo de tributação, permitindo uma carga menor a empresas que estão começando. "Eu proponho que nos primeiros anos de funcionamento, as empresas paguem apenas sobre o lucro e não a receita total, porque é nesse período que elas mais têm dificuldade e acabam até fechando. E que os recursos fiquem mais nos municípios, que assumiram responsabilidades nos últimos anos, sem ter verba para acompanhar a demanda. É nas cidades que as pessoas vivem e sabem dos problemas, por isso deveria ficar com parte maior da arrecadação", cita.
O pré-candidato também é favorável a uma mudança em parte do currículo escolar, para incluir o empreendedorismo como disciplina, pois muitos jovens saem da escola sem emprego. Por fim, Macca defende a redução do número de deputados federais, com representação mais justa ao tamanho da população de cada Estado.
"O Estado de São Paulo está subrepresentado. E defendemos ainda uma nova discussão sobre as emendas parlamentares, pois é um instrumento de uso político", lembra. "E a diminuição do número de cargos comissionados no Congresso Nacional e no governo federal. São hoje 24 mil funcionários sem concurso na União. Um número que pode ser bem menor e permitiria uma grande economia aos cofres públicos, permitindo investimentos em outras áreas que precisam mais", conclui.
