Tudo que entra em "nossas carnes" ou tecidos vai ser eliminado por dois mecanismos de defesa chamados de inflamação e sistema imunológico. As armas inflamatórias e imunológicas estão principalmente circulando diuturnamente pelo sangue como células e substâncias. Na hora, onde o agressor atuou, a inflamação deixa sair substâncias dos vasos sanguíneos, o que incha a região, e a deixa vermelha e quente. Também vem a dor a gritar: tem algo errado com você!
A inflamação é imediata e dói, mas o sistema imunológico é mais lento para ser atuante. Para criar as armas contra o agressor, o sistema imaginológico vai demorar 14 a 21 dias. Entre estas armas estão os anticorpos, também chamados de imunoglobulinas! Depois deste período, os anticorpos vão atuar no agressor e ativar vários mecanismos para a sua destruição.
Esta resposta imunológica mais lenta e primária funciona, mas não tão bem como queríamos. Mas, se entrar de novo o mesmo agressor, a segunda resposta do sistema imunológico será exuberantemente maior. Vai produzir muito mais anticorpos, as reações anti-agressores serão fulminantes e não sobrará agressor, nem pedra sobre pedra, como dizem os vingadores de plantão. E tudo sem dor ou outro sintoma qualquer. Resposta inflamatória dói, reação imunológica não!
Tranquilamente se pode afirmar que, depois que o sistema imunológico atuou duas vezes contra o mesmo agressor, o corpo ficou imune, imunizado ou protegido contra ele por toda a vida ou quase isto, por algumas boas décadas de vida. Para cada agressor, a resposta imune é exclusiva!
INFALÍVEIS NÃO!
Se temos dois mecanismos eficientes de defesa como inflamação e sistema imunológico, por que temos que tomar remédios e vacinas? Estes sistemas não são infalíveis e nem eficientes para todos os agressores.
Para algumas bactérias, vírus, fungos e parasitas não temos defesa que funcionem para eliminá-los! Apenas seremos curados destas doenças com remédios tipo antibióticos, antifúngicos e antivirais. No passado, se pegássemos estas doenças, era morte certa!
Para certas doenças, no lugar de remédios, é melhor vacinar para prevenir, pois provocam tantos danos em nosso corpo que corremos risco de vida, mesmo com os remédios e sem contar ainda com os seus efeitos colaterais.
A vacina é um agressor simulado, amansado, atenuado ou morto. Uma vacina antiviral quando aplicada induz uma resposta imunológica. Depois de 14 a 21 dias podemos dizer que se têm anticorpos e células programadas contra o vírus da doença, mas ainda não são muitos e nem tão eficazes. O ideal é tomar outra dose da mesma vacina depois de algumas semanas! Neste segundo momento, vai se formar uma quantidade fenomenal de anticorpos e células contra o agressor! Se ele entrar no corpo, o agressor estará perdido e eliminado! Não haverá tempo de produzir a doença!
Toda vacina funciona assim: provoca o sistema imunológico a criar no corpo uma resposta pré-programada contra um agressor que você escolhe para ficar imune à doença que provoca. Pode ser sarampo, poliomielite, gripe, zoster, caxumba, tuberculose, hepatite, herpes, rubéola, catapora, papiloma, febre amarela e outras.
Para ficar imune à doença, na maioria das vacinas, tem que se tomar duas doses no mínimo. Primeiro tem que provocar a resposta imunológica primária que demora 14 a 21 dias para se completar, mas pode se dizer que fica imune parcialmente, no popular, quer dizer que fica imune meia boca. Na segunda dose, se fica realmente imunizado sem risco de contrair a doença!
Algumas vacinas podem ser dadas em uma dose única, mas é minoria! Quando uma vacina não funcionou em criar a imunidade, é quase certo que estava vencida, estragada por mal armazenamento ou ainda alterada durante o transporte! E tem que tomar as doses certas!
CONCLUSÃO
Quando a pessoa se nega a tomar vacinas, fazendo o mesmo com os filhos, fico a imaginar o tamanho da ignorância! Hoje podemos afirmar que o que adoece e mata não são os microrganismos e demais agressores, mas sim a ignorância dos que não se informam e a maldade de quem nos governa! Afinal temos tudo à nossa disposição e conhecimento não falta!
Para a ignorância, infelizmente, não se tem vacinas!