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Cooperativas iniciam projeto-piloto para assumir gestão dos Ecopontos

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Samantha Ciuffa
Gisele Moretti, Sidnei Rodrigues, Benedita Moreira, Maria Aparecida Silveira, Clodoaldo Gazzetta, Guilherme Coral e Ricardo Carrijo

Duas das três cooperativas de catadores de recicláveis iniciam na quinta-feira (2) um projeto-piloto que deverá ser o passo inicial para que assumam a gestão dos sete Ecopontos de Bauru. Nesta fase inicial, que terá duração de 30 dias, os cooperados pretendem conhecer como funcionam os processos de recebimento, separação e destinação dos materiais.

Inicialmente, participam da iniciativa a Coopeco e a Cootramat. Segundo o titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Sidnei Rodrigues, o tratamento de entulho de construção civil e de volumosos, como móveis inservíveis, continuará sob responsabilidade do município.

"Hoje, a gente só não recebe resíduos de poda de árvores. Então, todo o resíduo seco restante, como papel, plástico, metal e vidro, seria tratado pelas cooperativas", pontua.

Nesta fase inicial, os servidores municipais continuarão atuando nos ecopontos. Quando as cooperativas assumirem a gestão dos espaços, o que está previsto para o início do ano que vem, a expectativa é de que elas precisem admitir pelo menos mais 15 cooperados no quadro associativo.

A intenção é que ao menos um deles atue no ecoponto do seu bairro de origem, como forma de aproximar a população do trabalho desenvolvido nestes locais.

"Nosso objetivo é ampliar os horários de funcionamento dos ecopontos, inclusive no domingo, quando as pessoas acabam fazendo uma reforma ou limpeza em suas casas e quintais. Mas nossa preocupação é que seja mantido o padrão que temos hoje", acrescenta Rodrigues.

Presidente da Coopeco, Gisele Moretti avalia que o maior benefício às cooperativas será alcançar maior visibilidade junto à população, o que deve permitir, no médio prazo, o aumento do volume de materiais destinados à reciclagem.

"Nós esperamos que, vendo o nosso trabalho, as pessoas entendam que os materiais geram renda e que, assim, comecem a separar os resíduos em casa", afirma.

NOVO GALPÃO

Dentro da parceria com a prefeitura, há detalhes que ainda precisarão ser ajustados, como quem ficará responsável por fornecer uniformes e equipamentos de segurança, como luvas e máscaras, para o trabalho dos cooperados dentro dos ecopontos.

Ainda neste ano, o prefeito Clodoaldo Gazzetta informa que deverá abrir licitação para a construção de um galpão de triagem de materiais recicláveis, com o objetivo de unificar o trabalho realizado pelas três cooperativas da cidade.

"Será uma central única com equipamentos novos e outra tecnologia para separação dos materiais, com esteira, prensa", adianta.

Outra medida será enviar um projeto de lei à Câmara Municipal para autorização de doação mensal de cestas básicas aos cerca de 50 cooperados que atuam na cidade.

"Outra preocupação é que a empresa a ser contratada para fazer o tratamento do lixo da cidade, dentro do projeto da PPP, também contemple as cooperativas no processo de reciclagem, com garantia de melhoria das condições de trabalho dos cooperados e, quem sabe, ampliação do sistema", frisa.

Para Ricardo Carrijo, do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema), a nova parceria entre prefeitura e cooperativas, se viabilizada, terá todas as condições de resultar no aprimoramento do serviço de coleta seletiva, importante para reduzir o volume de resíduos encaminhados, atualmente, ao aterro sanitário.

"O impacto que o descarte incorreto do lixo gera é uma responsabilidade de todos nós: poder público, empresas e cidadãos. E este esforço coletivo busca encontrar soluções para resolver este problema", completa.

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