Esportes

Basquete: 20 anos

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

Samantha Ciuffa
Suzete Gobbi coordena o time desde sua criação

"Temos alunos que se formaram médicos, advogados ou que continuaram perseguindo o basquete. Para todos eu sempre digo: se não der certo aqui, deve dar continuidade, porque o que se aprende na base, não se esquece". Frase é de Suzete Gobbi, ex-capitã da Seleção Brasileira de Basquete e coordenadora da Criarte Suzete Basquete, que comemora duas décadas de história em 2018.

Amanhã, inclusive, haverá comemoração especial pelo marco alcançado pelos alunos e profissionais envolvidos, na quadra de basquete da Criarte (rua Antônio Alves, 31-51). Às 10h, o sub-14 enfrenta o time de Avaré e, às 11h, é a vez do sub-13 confrontar a mesma cidade. "Todo o público está convidado para conferir esse momento especial dos nossos alunos e do nosso trabalho", convida.

A escolinha de basquete é aberta para crianças a partir dos 5 anos que tenham interesse pelo esporte, sejam de outras escolas particulares ou de escolas públicas. "Sempre fomos abertos. Eu tento trazer crianças da rede pública. Já tenho algumas que já são. Nós oferecemos a bolsa e auxiliamos. É nessas escolas públicas que tem muitos talentos que ninguém olha e não são trabalhados. Eles têm aparecido com uma pegada maior e mesclando com os outros, dá um grupo bom", destaca Suzete.

HISTÓRIA

Em 1998, a escola teve a iniciativa de criar a quadra de basquete e os pais pediram pela escolinha, conforme relembra Suzete. "Na primeira aula, vieram três crianças, depois quatro e cinco e quando vimos tínhamos um time completo para treinar. No início, foi um time só de meninas, elas apareceram primeiro. Chegamos a disputar a Liga do Centro-Oeste Paulista, fomos vice e também do Estado, nos Jogos Escolares. Aí as meninas se foram e o feminino acabou. As meninas não vieram mais e começou a ter mais força o masculino", conta.

De acordo com ela, de uns sete anos para cá, a escolinha começou a colher mais frutos em relação aos campeonatos. "Sempre classificamos na Liga Centro-Oeste Paulista e saímos como campeões e vamos para a Copa da Federação (Interligas). Chegamos a ser vice do Interior e jogamos com equipes da Capital, como Palmeiras, e também contra Rio Claro. Nosso sub-12 é pentacampeão da Liga, o sub-13 é tricampeão e o sub-14 foi dois anos vice e ano passado chegamos ao título", destaca.

FRUTOS

A semente plantada na infância, fez com que muitos dos ex-alunos alcançassem bons resultados através da paixão pelo basquete. "Eles iniciam com 5 ou 6 anos. Desde o maternal eles já vêm brincar. Eles adoram e vêm cedo para o basquete, o que é o ideal. É a nossa hortinha, como a gente fala. Desde pequenininhos eles tem contato com o esporte e vão subindo de turma de acordo com o merecimento e a evolução. Quando chegam aos 10 anos, eles começam a jogar amistosos e festivais. Temos alguns que já passaram até para categorias sub-15 do Bauru Basket", diz.

Suzete ainda conta que ex-alunos se formaram com bolsas nas faculdades e que permaneceram com a prática. "Tenho meninas jogando pelo Mackenzie, ex-aluna no Unisanta, que conseguiu bolsa, e uma delas está na Argentina, fazendo faculdade e jogando basquete. Muitos também já são pais e estão aparecendo por aqui. Nós fazemos um trabalho educacional, social e esportivo. Estamos preparando futuros cidadãos, independentemente do basquete. É um enorme prazer fazer parte das histórias deles".

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