Quando comemoramos nosso aniversário, pensamos e agradecemos por mais um ano vivido, não importando com as pedras no caminho, com os importunos, mas pelo simples fato de estarmos vivos e vividos, momentos bons ou ruis.
Mas nem sempre é assim, sempre queremos mais e buscamos o mais de nós e esperamos mais dos outros, um Sem Limites constante.
Pensando nos finalmentes e esquecendo os entretantos, a nossa cidade de Bauru, no dia 1 de agosto, completou 122 anos de emancipação.
Nos mais variados círculos de pessoas, ouvimos o lado bom e o ruim. Somos especialistas em apontar os culpados, mas fica a questão: somos de todo o certo ou errado!?
O que pensamos e buscamos para o progresso e desenvolvimento de nossa cidade, o que queremos para nossa gente, uma cidade para todos, onde todos possam sentir-se felizes e valorizados?
A cidade não é minha, não é do prefeito, dos vereadores, ela é de todos, para todos!
Buscarmos na educação, na saúde e emprego o tripé para uma melhor qualidade de vida, sem esquecermos dos demais itens.
Quem é o culpado? Ou somos todos culpados?
Não importa, o custo é qualitativo para todos, todos pagarão. Existe o que comemorarmos, sim, temos muito o que comemorar e muito a buscar para o bem-estar e progresso de nossa cidade, de nossa geração e das futuras gerações.
Tudo é possível, quando pensamos coletivamente e deixamos de lado o individualismo e oportunismo, que segregam e em nada contribuem.
Pensemos que a água desperdiçada no setor A com certeza fará falta no setor B e o lixo doméstico, galhos, entulhos de construção, descartados aleatoriamente nos mais variados pontos só contribuem para o lado ruim.
Vandalizar prédios públicos, parques, academias ao ar livre, quadras esportivas, pista de skate, pichações em nada contribui, pois o público é nosso, no seu lado bom ou ruim.
Num cenário nacional, onde nossa economia passa por péssimos momentos, afetada pela crise política que assola o país, nosso município, com um orçamento apertado e sem representação política no contexto federal, ficam difíceis as realizações propagadas no calor das promessas eleitorais. Euforia à parte, a realidade é outra.
Vamos somar e refletir, deixando de lado projetos meramente pessoais, satisfazer o ego e pensar nas reais possibilidades de preenchermos a laguna do vazio político. Temos 20 candidatos entre federal e estadual, sem contar os paraquedistas.
Nossa chance é praticamente zero!
O momento é crítico e delicado, mas, não basta criticar, precisamos de realizações um projeto viável. Precisamos deixar de embarcar constantemente na ponte da miséria, a migração a Brasília, com o chapéu na mão, correndo gabinetes e ministérios em busca de emendas de paraquedistas e partidos sem comprometimento com nossa cidade.
O autor é colaborador de Opinião.