Em resposta à sua carta, do JC do dia 29/07, respondo que sim, sei de todos os argumentos apontados pelo senhor, e acrescento:
1) A classe taxista tem isenção de impostos, que, aglutinados, se aproximam de 30% a 35% na compra do veículo 0 KM. Ou seja, um carro de valor de 50 mil para a população em geral, sai por menos de 35 mil e o taxista pode trocá-lo de 2 em 2 anos. Ah, detalhe: quando o taxista vende o carro usado, ele o revende pelo preço de mercado, ou seja, sem desconto de 30%.
2) O taxista é isento de IPVA. Ou seja, tendo ele um carro cujo valor seja de 50 mil, economiza R$ 2 mil de IPVA anualmente.
3) Perguntei aos amigos e conhecidos e, assim como eu, nunca recebemos Nota de Fiscal de Prestação de Serviços de nenhum taxista em Bauru. Assim, onde eles recolhem seus impostos? Nas taxas anuais pagas à Administração Pública Municipal? Mas e os impostos sobre seus ganhos?
Então, vamos para um rápido e simples cálculo: em dois anos, um taxista economiza 15 mil (do preço do carro) e 4 mil (de 2 anos de isenção de IPVA). Será que o taxista paga 9,5 mil de taxas por ano à Emdurb?
Assim, respeitosamente, tomo a liberdade de lhe fazer dois questionamentos:
O senhor como taxista e acredito que seja dono do seu táxi e de somente um táxi, quanto paga anualmente de taxas à Emdurb para poder exercer sua função? E, por favor, seja sincero, o senhor não acha exorbitante os preços cobrados pelos serviço em Bauru? Aguardo ansiosamente sua resposta por essa coluna democrática e justa. Fica na paz. Um grande e fraternal abraço.