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Servidores municipais de Bocaina iniciam paralisação

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Bocaina Informa
Servidores municipais de Bocaina fizeram um protesto nesta segunda-feira após adesão à greve

Um protesto em frente da Prefeitura de Bocaina (69 quilômetros de Bauru) deu início, nesta segunda-feira de manhã (6), à greve dos servidores públicos municipais que reivindicam 2,95% de reajuste salarial. A manifestação foi pacífica.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública Direta e Indireta, Fundacional e Câmara do Município, Adilson Augusto Mello, informou que de 480 servidores pelo menos 250 aderiram à paralisação. Segundo ele, o serviço essencial estava sendo atendido conforme dispõe a legislação. A prefeitura alega que cruzaram os braços cerca de 70 servidores.

Mello declarou que o prefeito Marco Antônio Giro não apresentou nenhuma contraposta. "A greve é por tempo indeterminado. O prefeito não fez nenhuma contraproposta e não tem recebido ninguém do sindicato no gabinete", afirmou o dirigentes sindical.

A paralisação foi decidida na semana passada, após uma assembleia com os servidores. Como determina a legislação, o sindicato teve que notificar por escrito a prefeitura com antecedência e avisar a data de início da greve. 

De acordo com Mello, houve várias reuniões com representantes da municipalidade numa tentativa de negociação que se iniciou em abril. O último reajuste repassado pela prefeitura aos servidores ocorreu em janeiro do ano passado de 6,58%.

Na pauta dos servidores enviada ao Executivo, além do reajuste salarial de 2,95%, eles pedem também ampliação no valor do tíquete refeição de R$ 400,00 para R$ 500,00.

A Prefeitura de Bocaina se manisfestou em uma nota expedida pela assessoria de imprensa informando que não tem condições financeiras para dar o reajuste. Conforme o prefeito Marco Antônio Giro (PPS), o "Pipoca", a administração municipal fez um estudo que concluiu que qualquer valor atual solicitado pelos servidores poderia acarretar em graves consequências para a cidade. "Obras precisariam ser interrompidas, ações em andamento no município seriam paralisadas, podendo com isso prejudicar sobremaneira a população e assim infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal, configurando crime contra o município", justificou.

O chefe do Executivo afirma que espera por melhorias na arrecadação para conceder reajuste ao funcionalismo, mas no momento Bocaina tem vivenciado um problema que remonta a 2015, com a consequente queda de receita em virtude da diminuição dos repasses estaduais e federais, característica de inúmeros municípios brasileiros e aumentada. Outro fator apontado pelo prefeito é a venda da maior empresa geradora de ICMS no município, a unidade sucroalcooleira do Grupo Tonon, e inadimplência com tributos que somam-se cerca de R$ 3 milhões.

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