Sou taxista, bauruense, noroestino e brasileiro com muito orgulho. De uma época que o respeito a uma farda, toga e a uma estola era de muito valor. Estes compravam alqueires de terra só com a palavra de efetuar o pagamento. Época essa de casas sem muros, onde os taxistas eram chamados de chofer de Praça em Bauru e pagavam dez salários mínimos (da época) pelo ponto para prefeitura.
Criei meus filhos e sustentei minha família com meu serviço e nunca fiquei devendo um imposto. Tudo o que foi exigido pelos órgãos públicos, sempre paguei. Nós, taxistas, temos conquistas como isenções em impostos por merecimento de uma classe que trabalha sem férias, décimo terceiro etc. Vi muitos amigos perderem a vida em assaltos, pois convivemos em um país sem segurança, sem educação e sem saúde. Mas conforme as autoridades, temos que nos adaptar aos novos tempos.
Volto a dizer, sou do tempo em que uma ou duas farmácias na cidade de Bauru resolviam mais do que os pronto socorros atuais, uma viatura de polícia fazia a segurança da cidade toda!
Para finalizar, sr. João Melo, os preços dos transportes de passageiros, seja ele táxi, mototáxi ou coletivo, são elaborados pela Emdurb. Estes transportes são regulamentados na cidade de Bauru e pagam seus tributos. E os APPs pagam alguma coisa? Além disso, onde fica a sede desses APPs? Tudo o que é ilegal é mais barato!
Ou trabalhamos todos na ilegalidade liberando preços sem regras para todas as atividades ou regulamentamos as chamadas inovações. Obrigado a essa coluna democrática e justa. Fica na paz. Um grande e fraternal abraço.