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Sem 'cata-treco', prefeitura recolhe 8 t de móveis velhos dos Ecopontos

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.
Ecoponto da rua Sorocabana é o que mais recebe móveis velhos

Basta andar por alguns minutos pelas ruas de Bauru para se deparar com um cenário preocupante: móveis velhos descartados irregularmente em calçadas e terrenos. Enquanto a implantação de um caminhão "cata-treco" ainda segue como sonho futuro - talvez para o ano que vem -, a população precisa levar esses materiais em um dos sete Ecopontos da cidade. Para se ter uma ideia, mesmo com o problema do descarte irregular, até 8 toneladas são recolhidas por semana dos Ecopontos.

"Faz parte do projeto do Gazzetta montar o 'cata-treco', mas, por conta de falta de recursos, ainda não foi possível. Estamos trabalhando com a possibilidade de, no próximo ano, implantar pela Semma ou pela Sear. Antes, não recebíamos esses materiais nos Ecopontos, começamos a receber por conta da demanda. Percebemos que existem pessoas que não conseguem transportar estes materiais, principalmente as pessoas mais carentes, então a necessidade desse serviço", afirma o secretário do Meio Ambiente, Sidnei Rodrigues.

NAS CALÇADAS

A reportagem nem precisou andar muito para constatar a necessidade de um "cata-treco". Exemplos são a rua Bauru, na Vila Santa Luzia, e a rua Padre Paulo Petruzzellis, no Mary Dota, onde móveis velhos compõem irregularmente o cenário urbano.

Na última, uma moradora que não quis se identificar reclama sobre o constante descarte desses tipos de objetos próximos à sua casa. "Eu não sei o que fazer. Isso causa desconforto e preocupação, porque pode juntar bichos e trazer doenças. Eu morei em Santos e lá a prefeitura multava, através do IPTU, quem tinha esse tipo de prática", cobra.

De acordo com Sidnei, mesmo com o descarte nas ruas, uma média de 7 a 8 toneladas por semana de resíduos deste tipo é recolhidos nos Ecopontos, com destaque para o da rua Sorocabana. "É nítido, nos Ecopontos, como a maior parte é de sofás, seguido pelos armários e colchões. Mas também são deixados alguns eletrodomésticos, se acha de tudo. Na verdade, nós acabamos coletando até mais. Porque materiais de madeira, que as cooperativas conseguem reaproveitar, nós encaminhamos e nem pesamos. Isso nem entra nas 8 toneladas. A outra parte vai para o aterro em Piratininga", finaliza o secretário.

Onde fazer o descarte correto?

O indicado à população é encaminhar esse tipo de materiais aos Ecopontos para que a prefeitura, através da Semma, faça a destinação correta. Esses locais ficam abertos de segunda a sábado das 8h às 12h e das 13h às 17h nos seguintes endereços: Antonio Eufrásio de Toledo (rua Sorocabana, quadra 2); Mary Dota (rua Americo Finazzi, quadra 4); Jardim Redentor/Geisel (rua Noé Onofre Teixeira, quadra 3); Pousada 1 (rua 41, quadra 1, entre as ruas Joaquim Gonçalves Soriano e Maurício Pereira de Lima); Edson Francisco da Silva (rua Dulce Duarte Carrijo, quadra 4); Parque Viaduto (rua Bernardino de Campos, quadra 28) e Octávio Rasi (rua Manoel Lopes Neves, quadra 1).

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