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| Fotos: Divulgação |
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| Essa cadela foi recolhida no mês de junho, atropelada, com fratura de fêmur. Já está recuperada e pronta para adoçã |
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| Esse cão foi recolhido no Jardim Europa em janeiro, com um grande abscesso no pescoço. É um animal idoso, mas adora contato com as pessoas. Não pode ver uma rodinha de pessoas conversando que senta no meio. É chamado de "Véio" |
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| Essa cachorra foi recolhida por maus-tratos. Está recuperada, porém, com uma pequena deficiência visual. É muito dócil e tranquila. Já está no CCZ há mais de um ano |
Uma lotação que revela o crescimento da posse irresponsável e do abandono de animais em Bauru. Já há três meses, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da cidade está operando em sua capacidade máxima, com 70 cães e gatos. Por conta disso, somente são recolhidos novos animais que estão em estado de sofrimento ou que representem risco para a saúde pública.
"Nós não temos condições de receber mais animais. Trabalhamos há três meses em nosso limite máximo. Se superlotarmos, eles acabam brigando e até se matando. Para evitar esse tipo de situação, nós mantemos esse número de animais", destaca Valéria Medina Camprigher, chefe da Seção de Controle de Zoonoses.
Hoje, estão disponíveis 29 cães, sendo 16 adultos (8 machos e 8 fêmeas) e 13 filhotes (10 machos e 3 fêmeas); e 41 gatos, sendo 38 adultos (26 machos e 12 fêmeas), além de três filhotes.
"A nossa capacidade acaba variando dependendo da índole do animal e, principalmente, do tamanho dele. Atualmente, estamos com muitos cachorros grandes, o que agrava mais a situação", completa.
Valéria destaca que, diante desse quadro de lotação atual, apenas animais em sofrimento ou que possam gerar doenças - como a leishmaniose - para a população são admitidos.
"Nós trabalhamos para ter uma reserva para urgências a animais sem donos e em sofrimento, mas, desde que haja real necessidade. Infelizmente, não temos capacidade para outras demandas", explica.
Nestes casos, o CCZ conta com apoio de ONGs e lares temporários. "Quando estamos com o local mais vazio, recebemos mais. Mas isso quase nunca acontece. Então, prestamos os cuidados e encaminhamos", diz.
Valéria aponta como motivo para tamanha demanda do órgão o mau comportamento das pessoas. "A guarda irresponsável é a grande responsável por esse quadro", destaca.
| Esse cão de porte grande foi recolhido há 15 dias, como animal agressivo, pelos bombeiros, mas o animal se apresenta calmo e sadio, embora seja muito chorão. Com certeza tem dono. Precisamos encontrá-lo. |
Diretor da Vigilância Ambiental, Luiz Cortez confirma que grande parte dos animais disponíveis para adoção são abandonados, principalmente quando estão doentes.
"Assim que chegam no CCZ, recebem todo o cuidado possível. Todos eles são vacinados, vermifugados, tratados contra ectoparasitas e alguns ainda são castrados. Aqueles que são adotados e ainda não receberam o procedimento passam posteriormente por agendamento de cirurgia para castração", diz.
FEIRAS
Para auxiliar a abrir novas vagas para os animais, o CCZ realiza feiras de adoção. No entanto, todos os dias os animais podem ser visitados e adotados. "Nós realizamos feiras quando temos filhotes - que são os procurados para adoção -, pessoal, local e viatura disponíveis. É uma logística complicada de ser acertada e, por conta disso, não temos em todos os meses", comenta.
Os adotantes também recebem informações importantes sobre guarda responsável e demais orientações que são fornecidas por esses funcionários.
SERVIÇO
As adoções podem ser feitas diretamente no CCZ, que fica na rua Henrique Hunzicker, quadra 1, no Jardim Bom Samaritano, de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h. É necessário apresentar CPF, RG e comprovante de residência. Ainda é possível visualizar os animais disponíveis para adoção através da página oficial do município https://www.bauru.sp.gov.br.
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| Esse cão foi recolhido por sofrer maus-tratos no ano passado. Recuperado, foi adotado, mas, por tentar fugir várias vezes, acabou devolvido. É dócil e espera uma nova chance de ter um lar |
Ceninha e Fia superam as adversidades e viram mascotes do abrigo
| Ana Beatriz Garcia |
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| Fia é uma das gatas tida como mascote do Centro de Zoonoses |
Há cerca de três anos no CCZ, Ceninha é um dos mascotes do Centro. "Ele chegou com uma fratura na medula espinhal. Foi atendido e todos os especialistas confirmaram que o caso não tinha reversão. Ele tem muitas debilidades, mas não foi o caso de eutanásia-lo. É um cachorro feliz e dócil, um dos mais antigos conosco", diz.
A gatinha Fia ganhou, felizmente, novo nome. Antes era Cagotinha, por uma falta de controle ao fazer suas necessidades. "Ela é uma das nossas mascotes", destaca Valéria Medina Camprigher.
Apesar de serem muito queridos no Centro de Zoonoses, ambos também estão em busca de um lar.
| Ana Beatriz Garcia |
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| Ceninha é um dos animais mais antigos abrigados no CCZ |






