Na sessão da Câmara, nessa segunda-feira (13), o projeto de lei que pretende transformar a Emdurb em autarquia foi discutido, apesar de ter sido retirado logo após dar entrada, na semana passada. O vereador Manoel Losila (PDT) chamou audiência pública, para o dia 22 de agosto, quarta-feira, às 14h, para que a prefeitura detalhe a proposta.
Já o vereador Coronel Meira (PSB) sugeriu a liquidação da Emdurb, uma vez que entende não haver vantagem ao município na autarquização da empresa. Porém, ele diz ser contra a demissão de servidores, defendendo a manutenção daqueles já empregados na Emdurb atualmente em cargos preenchidos através de processo seletivo. No caso dos cargos de livre nomeação, a liquidação abriria espaço para a redução de pessoal.
"Se a Emdurb virar autarquia, vai ser ainda mais difícil para o governo cortar despesas. O que pode ser feito é a liquidação da empresa, sem prejuízo aos servidores. Eles seriam aproveitados na administração direta, com o mesmo contrato de trabalho atual, que é celetista, e conforme forem se aposentando, ao invés de a prefeitura abrir novos concursos para áreas como a limpeza pública, pode fazer a terceirização, com um custo bem menor, oferecido na iniciativa privada. A liquidação é uma forma de reduzir custos sem demissões", enfatiza.
O parlamentar falou ainda sobre a necessidade de mais leitos nos hospitais. Uma reunião com o secretário estadual de Saúde, Marco Antonio Zago, pode acontecer amanhã, a pedido do deputado federal Capitão Augusto (PR-SP), na qual Meira pretende levar esta demanda. "O HB tem espaço para ampliação de leitos, precisamos de mais 30 a 40 vagas de clínica médica para desafogar a fila. Do começo do ano até semana passada, 60 pessoas morreram nas primeiras 24 horas após darem entrada na rede de urgência e emergência", frisa.
A presidente da Comissão de Saúde da Câmara, Telma Gobbi (SD), iria se reunir com o governador Márcio França (PSB) na última semana, mas o encontro foi remarcado. "A gente precisa lutar por mais leitos, e vou falar pessoalmente com o governador para saber quanto pode ser enviado para a cidade e o número de vagas a ser ampliado. Precisamos de solução e só vai resolver ampliando leitos nos hospitais", comenta.