| Nélson Gonçalves |
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| Ricardo Olivatto, Eric Fabris e o procurador da República Pedro Antonio de Oliveira Machado |
O canteiro de obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) foi desmobilizado. Nessa quarta-feira (15), o Comitê Municipal Gestor da obra ajustou junto ao Ministério Público Federal (MPF) a repactuação dos prazos para a conclusão da ETE. Até o dia 29 de agosto próximo, a administração tem de apresentar a definição sobre os aditivos solicitados pela empreiteira COM Engenharia. A projeção é de que o início do tratamento de esgoto seja concretizado até o primeiro trimestre de 2019.
Nessa quarta (15), o grupo gestor da obra foi até o MPF solicitar o ajustes nos prazos. "O volume de aditivos e a complexidade dos pedidos, em razão de critérios técnicos, operacionais e de engenharia exigem cautela e apreciação cuidadosa. Para que não haja nenhum risco de descumprimento do acordado com o Ministério Público o Grupo Gestor se antecipou para a repactuação. O promotor entendeu que é necessário essa medida e nos comprometemos a detalhar essa programação de novo cronograma no dia 29 de agosto, independentemente da concordância integral ou parcial com todos os aditivos solicitados para a obra. E ela será concluída em meados de 2019 com esse ajuste", aponta o presidente do DAE, Eric Fabris.
Para o promotor federal Pedro Antonio de Oliveira Machado, o ajuste é de natureza técnica e de engenharia. "A repactuação é possível para os casos de modificação ou ajuste de engenharia, quantificações e prazos para a obra. E o Grupo Gestor vai apresentar isso detalhado. O Ministério Público vai acionar perícia especializada para analisar esse desfecho e para dar amparo ao objetivo principal dessa medida, que é a conclusão da obra", informa.
Na última sexta-feira (10), a responsável pela obra na ETE dispensou funcionários. O secretário de Obras, Ricardo Olivatto, explica. "40% da ETE é obra civil. E 60% é de equipamentos eletromecânicos. Dos 40% de estrutura, 80}% estão prontos. E os 20% restantes dessa parte aguardam a definição do governo em relação aos aditivos. O esvaziamento do canteiro de obras, assim, é normal, porque não tem sentido encarecer o custo da obra com mão de obra que tem de aguardar essas definições. E também porque como essa fase estrutural está no final, a redução no número de funcionários é esperada", argumenta.
Dos 60% de instalações de equipamentos, Eric Fabris conta que "quase tudo já está com pedido de fabricação e o processo em andamento. Isso não aparece, mas é execução em andamento. O reator de lodo por exemplo é fabricado na Itália e já está sendo feito. O planejamento dessa parte de equipamentos está dentro do planejado. Quanto aos aditivos solicitados, nossa projeção é de que, ao final, eles vão representar em torno de 12% do valor da obra. Mas estamos apurando caso a caso a análise", finaliza.
