| Malavolta Jr. |
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| Delegado seccional Ricardo Martines destaca a celeridade que a implantação irá proporcionar |
Na mesma data em que forem instaurados pelos delegados, os inquéritos policiais chegarão ao Ministério Público (MP) e à Justiça. Este processo, que antes levava cerca de 20 dias para ocorrer em virtude de deslocamentos físicos, passará a ocorrer em tempo real a partir desta segunda-feira. Na data, tem início a segunda etapa de implantação da plataforma Inquérito Policial Eletrônico (IP-e) em Bauru. O método deve informatizar de vez a polícia e integrar o sistema com o Tribunal de Justiça (TJ).
"Teremos mais celeridade na tramitação entre delegacia e Fórum. Inclusive, o tempo de registro da prisão em flagrante, que leva em média três horas, também deve cair pela metade", comenta o delegado Seccional Ricardo Martines. "Isso acontece porque, se o inquérito tinha dez páginas, todos envolvidos tinham que assinar todas as quatro cópias, ou seja, mais de 40 páginas, algo que levava muito tempo. Agora, eles assinarão uma só", explica.
A princípio, a cópia física assinada permanecerá arquivada na delegacia, já que o sistema ainda não conta assinatura digital.
Com a apreciação online dos casos pela Justiça, há possibilidade de maior rapidez nos pedidos de prisão e soltura de acusados.
ETAPA
O processo de implantação da IP-e teve início no começo deste ano, conforme o JC noticiou em janeiro. Os termos circunstanciados e as medidas cautelares e protetivas foram os primeiros a serem disponibilizados na plataforma.
Equipes do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol) da Capital se reunirão, hoje (17), na Seccional de Bauru, com policiais da cidade e região e de outras sete delegacias seccionais para esclarecer dúvidas sobre a nova etapa de implantação do sistema. Cada policial ganhou senha para uso da plataforma.
"Os delegados terão acessos aos inquéritos que instaurarem. Apenas o delegado seccional terá acesso a todos os inquéritos", detalha Martines.
Em tempo: nada muda quanto ao registro de boletim de ocorrência (BO), que já é informatizado e possui um sistema diferente.
Com a extinção da tramitação e ajuizamentos físicos dos inquéritos, a polícia espera ainda otimizar tempo das equipes e reduzir em até 75% custos com expediente impresso.
