"O projeto de lei das calçadas foi encaminhado nesta semana pelo prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) para a Câmara, conforme o JC noticiou na última terça-feira (14). A reportagem analisou o texto e uma das principais novidades é que a Prefeitura de Bauru poderá construir ou contratar a construção de calçadas quando os proprietários forem notificados e não realizarem o serviço. Depois, o governo faria a cobrança do munícipe, da mesma forma que foi proposto na lei de limpeza de terrenos, recentemente aprovada na Câmara e sancionada por Gazzetta, que, agora, fará a regulamentação".
Assim o Jornal da Cidade noticiou nesta sexta-feira. Mas que tempos estranhos estamos vivendo, parece "faça o que eu mando mas não faça o que eu faço". Se o poder público exige algo do cidadão, ele seria o primeiro a dar exemplo.
Na Rua Joaquim Marques de Figueiredo, entre o núcleo habitacional Terra Nova, sobre o córrego Vargem Limpa, sentido centro-bairro, não temos calçada e muito menos mureta com grades protetoras. A canalização do referido córrego já foi concluída há muito tempo, porém, como dizia a minha mãe: "sempre deixam um rabo para trás". E entre o córrego e a primeira empresa há um pequeno trecho de terra onde também deveria ter a calçada. Cadê?
A democracia no Brasil já nasce viciada em seu étimo. Na antiguidade, as duas cidades mais importantes eram Atenas e Esparta. Atenas era o berço da filosofia e das artes, ao passo que Esparta era meramente militar. Um dia, Esparta invadiu Atenas.
O povo praticamente desarmado, liderado por Clístenes, um nobre (os outros já haviam sumido). organizaram a resistência e expulsaram os espartanos. Os próprios espartanos depois reconheceram: jamais tiveram uma derrota tão fragorosa.
Clístenes resolveu formar novo governo para Atenas, porém, não o fez com os outros aristocratas que se omitiram. Fez com o povo, dividindo a cidade em cerca de 140 distritos, chamados "demos". Democracia é, portanto, o "governo do distrito". Não como sempre foi divulgado no nosso país. Você mora no distrito, não em Brasília. É aqui, portanto, que a cidadania deve começar a ser exercida.
Este é um caminho sem volta.
Preparem-se porque haverá muita cobrança vindo por aí.