Política

Adélia Farias quer combater uso indiscriminado de agrotóxicos

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Samantha Ciuffa
Agnaldo Anastácio da Silva, o Lulinha, e Adélia Farias, no JC

Candidata a deputada estadual pelo PT, a engenheira agrônoma Adélia Farias, em passagem por Bauru na última semana, visitou a Redação do JC. Ligada ao Movimento Sem-Terra (MST) e assentada em Araras, sua principal bandeira é a agroecologia. "O foco é o combate indiscriminado ao uso de agrotóxicos no País", destaca.

"A minha principal meta é combater esse 'pacote' de veneno, de forma liberada, que chega à mesa da população. O malefício maior é contra a própria natureza humana, que não foi constituída para tanto veneno. O outro prejuízo é ao meio ambiente. Conquistando uma cadeira na Assembleia Legislativa, terei um olhar muito forte para essa questão".

Farias é, atualmente, dirigente da Organização de Mulheres Assentadas e Quilombolas do Estado de São Paulo (Omaquesp). "Fizemos a oitava edição do nosso encontro em Bauru, no mês de abril", lembra, ao citar que está de olho na cidade e região.

"Por aqui, precisamos trabalhar a geração de renda, organizando as cooperativas. O campo solitário, como já foi no passado, não consegue prosperar. Precisamos trazer recursos para as cidades. Hoje, o emprego e a renda estão muito ligados a esse desenvolvimento empreendedor e, no campo, a gente tem esse espaço", banca.

Outro olhar de Farias é para a questão de gênero. "Defendo mulheres no campo, por conta da minha origem camponesa. Trabalhamos muito e ganhamos pouco, mas tudo o que a gente faz é alimentar a família. Portanto, destaco o empoderamento da mulher em sua comunidade. Outro aspecto que defendo é em relação à matriz africana, porque sou de candomblé".

PERSEGUIÇÃO

Sobre a candidatura de Lula à Presidência da República, Farias fala em "30 anos de perseguição política". "Ele, mais do que ninguém, convive bem com isso. Para o Lula, é apenas mais um episódio, que será superado", finaliza.

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