Política

Pedidos de aditivos da ETE são R$ 23 milhões


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Câmara Municipal/Divulgação
O secretário de Obras e o presidente do DAE se reuniram nessa terça-feira (21) com vereadores, na Câmara

Os pedidos de aditivos da empresa COM Engenharia nas obras da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa somam R$ 23.166.539,67. Ao todo, são 12 solicitações de valores adicionais, conforme a coluna 'Entrelinhas' revelou há duas semanas. Nessa terça-feira (21), em reunião na Câmara Municipal, a prefeitura mostrou os números detalhados.

A reunião foi chamada pelo presidente da Comissão de Obras, o vereador Manoel Losila (PDT), e teve a participação dos vereadores Carlinhos do PS (PV) e Coronel Meira (PSB), do secretário de Obras, Ricardo Olivatto, e do presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Eric Fabris.

O valor original do contrato é de pouco mais de R$ 129 milhões. Três aditivos já foram concedidos, em 2016, 2017 e o último na semana passada, somando R$ 2.499.626,79, e com isso a obra já passa de R$ 31,7 milhões. Caso todos os aditivos solicitados sejam aprovados, o custo final pode superar os R$ 154 milhões. O município deve apresentar até o dia 15 de setembro o posicionamento sobre os aditivos, confirmando se concederá ou não os pedidos da empresa.

Dois já foram analisados, sendo um de R$ 4,2 milhões, na qual R$ 3,4 milhões foram considerados procedentes, e outro de R$ 677 mil, com liberação prevista de R$ 458 mil. O maior pedido é de R$ 7 milhões, para a drenagem.

DATAS

O DAE previa para julho deste ano o começo do tratamento preliminar do esgoto, mas definiu que esta etapa só começará com o restante da ETE. Já a entrega das obras, antes previstas para o final deste ano, ainda não foram definidas, pois depende do andamento e da liberação de aditivos.

As obras civis estão em aproximadamente 80% de conclusão, e os equipamentos principais estão sendo produzidos, inclusive fora do Brasil, pontuaram o secretário e o presidente do DAE. Um novo cronograma será apresentado na semana que vem ao Ministério Público Federal (MPF) e para a Câmara.

O município tem R$ 118 milhões do governo federal para realizar as obras, e o restante, inclusive pedidos de aditivo, são custeados pelo Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE), que possuí mais de R$ 200 milhões, recolhidos da conta de água da população da cidade todos os meses.

Ação

Ainda na reunião, o DAE confirmou que moverá ação contra a empresa Arcadis Logos, responsável pelo projeto. As falhas do projeto são as maiores responsáveis pelos problemas na obra e inúmeros pedidos de aditivo. Contudo, a promessa de entrar na Justiça vem há um ano, e sem isso ter acontecido, a Arcadis Logos participou e venceu uma licitação neste ano em Bauru, e receberá mais de R$ 400 mil da prefeitura para fazer o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) Vargem Limpa/Campo Novo.

O presidente do DAE, Eric Fabris, diz que a empresa vem dando mais respaldo ao município, mas ainda assim entrará com a ação, o que só não ocorreu ainda pois não foi possível dimensionar o ônus causado pelas falhas no projeto.

 

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