| Malavolta Jr. |
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| Aníbal e Caio Coube, no Café com Política do Jornal da Cidade |
Candidato a um novo mandato na Câmara Federal pelo Estado de São Paulo, o tucano José Aníbal veio a Bauru compartilhar os 30 anos de PSDB no País. Em sua leitura, o partido demarca, na recente história do período democrático nacional, questões fundamentais, como o combate a inflação com o Plano Real a partir de 1994, o início das políticas de transferência de renda com Fernando Henrique Cardoso e o controle fiscal nas contas públicas.
Para Aníbal, as três décadas do PSDB merecem comemoração. "O PSDB contribuiu, de forma decisiva, para que o Brasil rompesse um ciclo de inflação descontrolada, que é o pior imposto para o trabalhador, de desorganização das contas públicas e de ineficiência da gestão na produção de serviços. Houve recuperação do País, que voltou a ter credibilidade com o Plano Real, em 1994. Um Plano que foi discutido e aprovado dentro do parlamento. Acreditamos até que o Brasil havia entrado em ciclo virtuoso de crescimento sustentado prolongado. Mas não foi assim", disse.
O deputado acrescenta que, além de reformas, esquece-se de mencionar, nos 30 anos do PSDB, que "a nova Lei do Petróleo fez a Petrobras triplicar sua exportação. Quebramos o monopólio e o Brasil voltou a ter credibilidade junto a investidores. E isso foi desfrutado pelo governo seguinte (PT). E fizeram muito bem usar o cadastro que beneficiava 6 milhões de famílias em diferentes programas. Uniram os programas. Mas acharam que isso era suficiente. E as consequências se mostraram desastrosas depois. O Brasil regrediu 8% do PIB com o PT", critica.
AGREGAR
E qual o papel do PSDB daqui pra frente? "Disputar a eleição de novo com o papel de agregar, de unificar o País. Criar condições de governabilidade efetiva, o que significa transparência, mudanças estruturais novamente, temperança e uma ação com o Congresso para produzir reformas urgentes. Sem a volta de emprego e renda, não saímos dessa crise. Com 13,8 milhões de desempregados não dá. E como pode o STF se atribuir 16% de aumento salarial nessa realidade e a PGU também já pediu? É um País rico e profundamente injusto, desigual. As corporações muito bem organizadas fazem pressão em Brasília e mantêm privilégios que não existem em nenhum outro País do mundo", complementa.
De sua parte, ele afirma que a Reforma da Previdência é a matriz, entre as necessárias, e diz que não haverá como não cortar privilégios. "Não haverá espaço para manter nenhum desses privilégios. Terá de ser ajustado, senão o País se atola de vez. Não vejo espaço para nenhum governo que não corte todos os privilégios e para todos", diz.
