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Governo do Rio diz que atua de forma integrada com forças federais

Por Douglas Corrêa | ABr
| Tempo de leitura: 3 min

O governo do Rio de Janeiro negou nessa sexta-feira (24) que tenha se empenhado pouco para reduzir os fatores que contribuem para o aumento da violência no estado. Mais cedo, em mensagem pelo Dia do Soldado, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, havia dito que, após meses de intervenção federal na segurança pública do estado, setores do governo local empenharam-se pouco em medidas para reduzir os índices de desenvolvimento humano que propiciam a proliferação da violência.

“O componente militar é, aparentemente, o único a engajar-se na missão”, disse Villas Bôas.

Em nota, o governo do Rio reagiu, afirmando que, desde a implantação do Gabinete de Intervenção Federal, suas forças de segurança atuam de forma integrada com as forças federais, atendendo a todas as solicitações feitas. "O governo do Rio comprou, com recursos próprios, 580 veículos (rádio-patrulhas) para a PM [Polícia Militar] intensificar o policiamento ostensivo no estado. Mais 170 carros (patamos) que serão entregues nas próximas semanas”, diz a nota.

No texto, o governo do Rio informa que quitou R$ 23 milhões de parcelas atrasadas do Regime Adicional de Serviço (RAS) e do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) e que R$ 71 milhões foram usados para pagar o Sistema Integrado de Metas (SIM), que estava pendente, além de ter retomado o RAS em  maio deste ano.

“Com isso, só a PM passou a contar com um reforço de 1.300 policiais por dia e a Polícia Civil, [com] 200 agentes. Só no primeiro pagamento, em julho, o estado desembolsou R$ 1,8 milhão para quase 12 mil policiais militares”, acrescenta o texto, lembrando a convocação de concursados da Polícia Militar (1.803 aprovados) e da Polícia Civil (284), que começou a ser feita em maio passado, e a autorização para um novo concurso para para preencher 37 vagas de oficial da PM. 

Entre as medidas adotadas, o governo do Rio cita também a criação do Fundo Estadual de Investimentos e Ações de Segurança Pública e Desenvolvimento Social (Fised), inédito no país, financiado com recursos provenientes de royalties do pré-sal e que deve chegar a R$ 250 milhões até o fim do ano. "A Secretaria de Segurança usará os recursos para aquisição de material bélico, pagamento do RAS de 2019, aparelhagem tecnológica para a Polícia Civil, software contra lavagem de dinheiro, além de investimentos na área social feitos pela Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social.”

O texto menciona ainda a criação da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), inaugurada em 2017, que, segundo governo estadual, "está contribuindo para qualificar a investigação e o combate ao tráfico de armas de fogo. Uma das ações de maior destaque da Desarme foi a apreensão de 60 fuzis, a maior da história, dentro do Aeroporto Internacional do Galeão”, conclui a nota.

Concluída megaoperação na zona norte

Em nota, o Comando Conjunto das Forças Armadas afirma que a megaoperação iniciada segunda-feira (20) nos complexos da Penha, do Alemão e da Maré alcançou seus objetivos. Diz ainda que as ações de reajuste e remoção gradual dos efetrivos das Forças Armadas na área, que começaram na quinta-feira (23), foram concluídas na tarde desta sexta-feira. "A região permanece sendo patrulhada pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro”, acrescenta o comunicado.

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