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Visibilidade lésbica é colocada em pauta em evento de coletivo

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 1 min

Marina de Mattos
Coletivo Resiste Mulher promoveu roda de conversa na Apeoesp

"Ser mulher dentro de uma sociedade machista é difícil, ser empoderada é ainda mais. E a luta multiplica quando você é lésbica, porque não somos reconhecidas como casal, mas como fetiche". A afirmação de Mayara Letícia Ferreira da Silva, 22 anos, resume alguns dos principais dilemas enfrentados, hoje, quando o assunto é visibilidade lésbica em Bauru. Como forma de resistir e combater o preconceito, o coletivo Resiste Mulher, do qual Letícia é membro, realizou, ontem, na sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), um ciclo de debates em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, comemorado 29 de agosto.

A data foi estabelecida por ativistas lésbicas e bissexuais para lembrar o 1.º Seminário Nacional de Lésbicas e Bissexuais ocorrido no País, em 1996.

Além de rodas de conversa sobre o cotidiano e dificuldades, o evento trouxe o chamado "Sarau das Sapatão", com atividades culturais relacionadas à arte, dança, música e poesia. Também tratou de temas como a saúde sexual da mulher lésbica e sobre relacionamentos abusivos entre mulheres.

"Desde criança, a mulher é treinada a cuidar da casa e a seguir o pressuposto da conjugalidade, imposto pela heteronormatividade. Este processo combinado com a marginalização dos homossexuais, que sofrem preconceito na rua, acaba colocando os casais lésbicos obrigatoriamente dentro de casa, por isso muitas se casam cedo", comenta a psicóloga Sandra Sposito. "É preciso questionar o que para nós é saudável, enfrentar uma luta pessoal e também social, a favor de mais políticas públicas para transformar essa realidade", finaliza.

 

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