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Prédio da Seicho-No-Ie em Bauru torna-se sustentável

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Samantha Ciuffa
Foram instaladas oito placas fotovoltaicas, de captação de luz solar, além de duas caixas d'água, de 1 mil litros cada, para recolher a água da chuva

Desde a década de 70 situado na quadra 5 da rua Monsenhor Claro, na região central de Bauru, o prédio da Seicho-No-Ie é o primeiro sustentável entre os demais desta filosofia, em toda a região. O projeto inaugurado recentemente contempla captação de água e luz solar.

A preocupação com os recursos ambientais saiu do campo das intenções, quando a cozinha precisou de reforma. De acordo com o encarregado de departamento da instituição, Célio Uehara, havia a necessidade de ampliação deste cômodo, afinal, a entidade realiza eventos com o propósito de vender comida japonesa e, assim, angariar recursos para as ações do próprio grupo.

Ainda segundo Célio, foram instaladas oito placas fotovoltaicas, de captação de luz solar, além de duas caixas d'água, de 1 mil litros cada, para recolher a água da chuva. O investimento total do projeto, contando com a construção da cozinha, foi de R$ 65 mil. O valor foi doado pelos associados da entidade. "A igreja preza pelo uso dos recursos naturais", acrescenta.

REUTILIZAÇÃO

Já de acordo com o associado da instituição Mitsuo Katsuki, a água da chuva será utilizada para molhar as plantas; limpar todo o espaço da Seicho-No-Ie, que possui 700 metros quadrados de área construída; e dar descarga nos banheiros.

Além disso, 40% do consumo médio de energia do prédio, de 727 kw/mês, sairá da captação de luz solar.

A Seicho-No-Ie, em Bauru, foi fundada na década de 60 por Goyte Kossaka e, atualmente, conta com aproximadamente 300 associados. Os cultos são realizados diariamente, em horários diversos.

Você sabia?

A Seicho-No-Ie foi fundada por Masaharu Taniguchi, que nasceu no Japão, em 1893. Depois de passar anos buscando pela verdade, recebeu a revelação "Homem, filho de Deus" e começou a editar a revista Seicho-No-Ie, em 1930. Mesmo após a sua morte, em 1985, a sua principal obra, intitulada "A verdade da vida", ultrapassou a tiragem de 19 milhões de exemplares. Em português, o termo significa "Lar do progredir infinito".

SERVIÇO

Se alguém quiser saber um pouco mais sobre esta filosofia, basta entrar em contato com a secretaria da entidade, que fica na rua Monsenhor Claro, 5-35, na região central de Bauru. O telefone é o (14) 3234-2233, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

 

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