Política

Deputada oposicionista critica gestão da saúde no Estado de SP

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.
A deputada estadual Beth Sahão é candidata à reeleição

A deputada estadual Beth Sahão (PT) esteve em Bauru na última semana e passou pelo Espaço Café com Política do JC. Ela é candidata à reeleição e busca seu quinto mandato. A parlamentar é de Catanduva e reiterou o papel de oposição do partido na Assembleia Legislativa.

A deputada lembra que desde sua entrada na Assembleia sempre foi da oposição. "A gente faz uma oposição atenta e defendendo os interesses da população. Algumas medidas dos governos do PSDB não foram boas para o estado, com privatizações, e o partido acaba sendo blindado por setores da imprensa, Ministério Público e da Justiça. No caso da CPI da Merenda, fizemos um relatório paralelo, pois o apresentado pela comissão aliviou para alguns membros. Agora, estamos com a CPI das Organizações Sociais (OS), não sou membro, mas acompanho de perto, e precisamos saber como funcionam os contratos da saúde com essas entidades, pois hoje o estado entregou a saúde para eles", frisa.

Em Bauru, Beth Sahão considera absurdo o fechamento do Hospital Manoel de Abreu e a falta de mais leitos nos hospitais da cidade. "Por isso defendemos mudanças no governo estadual, para que essas demandas sejam encaradas como necessárias de fato", cita. Outro aspecto lembrado pela deputada é a violência contra a mulher. "Sou autora de um projeto de lei, que está pronto para ser votado, obrigando as Delegacias da Mulher a atenderem todos os dias da semana, 24 horas, pois hoje a maioria funciona apenas de segunda a sexta e não abrem no período da noite. E o pior, ainda há cidades em que a delegada da mulher acumula outras coisas, pois o governo não abre concursos para delegado, investigador e escrivão", critica.

Ela fala em necessidade de investimento na educação. "Fui presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, e em muitas visitas que fizemos a escolas na capital e interior, vimos que se ainda há algo positivo, é porque os professores e funcionários se esforçam. Falta valorização e salas de aula foram fechadas", afirma.

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