O Ministério Público Estadual (MPE), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve na semana passada a condenação de 11 pessoas (os nomes não foram divulgados) acusadas de integrar organização criminosa voltada à comercialização de medicamentos de alto custo (tratamento de câncer), obtidos fora da cadeira regular de comercialização, ou seja, de origem ilícita.
Conforme o JC noticiou, a Operação Medlecy foi deflagrada no dia 19 de maio de 2016. Na época, foram cumpridos mandados de prisão preventiva, incluindo em Bauru, de 11 pessoas, 37 mandados de busca domiciliar, além do sequestro de bens.
Em nota emitida nessa quarta-feira (29), o MPE informa que 11 pessoas foram condenadas pelos crimes de participação de organização criminosa, crime contra a saúde pública e receptação qualificada.
Outras quatro pessoas investigadas foram absolvidas a pedido do próprio MP.
A ação penal foi julgada na 3.ª Vara Criminal de Bauru. O líder do grupo foi condenado em primeira instância à pena de 17 anos, oito meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado; enquanto sua esposa foi condenada à pena de 14 anos e 4 meses de reclusão, também em regime fechado.
Os demais condenados eram fornecedores, falsificador e funcionários do grupo, sendo que as penas variaram de 15 a dois anos. Ao todo, seis acusados permanecem presos, um deles em prisão domiciliar, enquanto os demais em estabelecimentos apropriados.
"No curso dessa ação penal, houve delação premiada que, somada a outros elementos de prova, permitiu nova investigação e o oferecimento de nova denúncia contra outras 11 pessoas, apontadas como membros da mesma organização criminosa - Operação Medlecy II, deflagrada em 31/1/2018. Essa outra ação penal encontra-se em regular andamento", conclui o MPE.