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Definida a rota do 1.º ônibus elétrico

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Fotos: Samantha Ciuffa
O primeiro ônibus elétrico da frota do transporte coletivo de Bauru chegou nessa sexta-feira (31) à cidade

O primeiro ônibus elétrico da frota do transporte coletivo de Bauru chegou nessa sexta-feira (31) à cidade, com previsão de começar a circular no dia 10 de setembro. Com autonomia para percorrer 250 quilômetros sem recarga, ele fará a linha "Nobuji Nagasawa-Centro", diariamente, das 6h às 19h.

O JC já havia antecipado que o veículo, finalmente, chegaria no mês de agosto.

Elias Ferreira, Lázara e Clodoaldo Gazzetta durante a volta inaugural nessa sexta (31): ausência de ruídos chamou a atenção

Dentro de 15 dias, um segundo veículo, também adquirido pelas empresas concessionárias do serviço, deverá desembarcar em Bauru para iniciar suas atividades entre o fim de setembro e início de outubro. O itinerário que ele irá fazer ainda não foi definido.

Nessa sexta-feira (31), lideranças políticas estiveram na garagem da empresa Cidade Sem Limites para receber o primeiro ônibus elétrico. Em um passeio inaugural, a ausência de ruídos no veículo chamou a atenção. Além de silencioso, o ônibus não emite poluentes, o que, no longo prazo, com a projetada ampliação da frota elétrica, deve trazer benefícios ao meio ambiente e melhoria na qualidade de vida da população.

Estações de recarga da bateria do ônibus elétrico ficam nas garagens das concessionárias

"Em setembro de 2019, vence uma das concessões e o novo contrato deverá ter maior duração, entre 15 e 20 anos. Neste prazo, esperamos que entre um terço e metade da frota passe a ser de ônibus elétricos, que são um ganho em tecnologia e sustentabilidade para o município", aponta Clodoaldo Gazzetta, revelando que, dentro deste projeto de expansão, os veículos deverão contar com ar-condicionado e sinal de Wi-Fi.

O primeiro ônibus foi comprado pela Cidade Sem Limites e o segundo, pela Grande Bauru, ao valor de R$ 1,8 milhão, cada, após pedido feito pelo chefe do Executivo em janeiro do ano passado. A aquisição dos veículos não está prevista no contrato de concessão firmado entre poder público e as duas empresas, mas a prefeitura garante que o investimento não irá gerar qualquer impacto na tarifa do transporte coletivo.

"Para o usuário, nada muda. Ele só terá mais conforto. E continuará usando dinheiro ou cartão do transporte coletivo, passando pela catraca ou pela plataforma de acessibilidade para pessoas com deficiência", indica.

VANTAGENS

Fabricados pela montadora chinesa BYD e encarroçados pela Marcopolo, os veículos têm capacidade para transportar 32 pessoas sentadas e 38 em pé e são movidos a bateria de lítio. Segundo o gerente da Cidade Sem Limites, José Edson Alves, o carregamento completo é concluído em quatro horas e será feito no período noturno. Ambas as empresas já estão com estações de recarga de bateria instaladas. "O itinerário da linha Nobuji Nagasawa-Centro tem 10 quilômetros de ida e 10 quilômetros de volta. Então, conseguiremos fazer de 20 a 25 viagens por dia. Depois das 19h, o ônibus comum entrará em operação", diz.

Assim como esta, a segunda linha de ônibus elétrico está sendo definida de acordo com alguns critérios, já que os chassis são mais baixos do que os movidos a diesel, o que impossibilita o tráfego em vias com muitos desníveis. "Temos de observar lombadas, valetas e também árvores, já que a altura destes ônibus é maior", frisa.

Apesar de os coletivos elétricos custarem quase cinco vezes mais do que um veículo convencional, estimado em R$ 370 mil, a expectativa é de que o investimento, no longo prazo, compense. Isso porque os novos modelos possuem vida útil de 20 anos, o dobro dos comuns, e estimativa de custo 35% menor para abastecimento, a partir da substituição do uso do diesel por energia elétrica.

Para que possa entrar em operação, o primeiro ônibus ainda terá de ser emplacado e ter câmeras de segurança e cabeamentos de validação de cartão instalados. Os motoristas também passarão por treinamento na próxima semana, já que o sistema de operação é diferente do modelo convencional.

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