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| Welton explica que rocha de quartzo serve para equilibrar energia |
Você já ouviu falar em acupuntura na terra? Pois é. O Jardim Botânico, em Bauru, passou por este procedimento, nessa sexta-feira (31) pela manhã. O arquiteto geofísico Welton Santos plantou uma rocha de quartzo perto do lago do local. Segundo ele, o intuito é equilibrar a fauna e a flora, como já foi realizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo.
O profissional, que é bauruense, explica que a prática é bastante comum na Europa. Inclusive, ele se formou em Arquitetura pela Unisantos, além de ter feito especialização em Paisagens Urbanas e Rurais pela USP, em São Paulo, e em Biologia da Construção, em Vigo, na Espanha.
A acupuntura consiste em posicionar agulhas em pontos nevrálgicos, ou seja, em locais doloridos dos nervos do corpo. "Com a terra, o procedimento é quase o mesmo: nós plantamos rochas de quartzo, que conduzem eletricidade, em pontos onde há cruzamentos entre falhas geológicas e rios subterrâneos, e o solo fica menos ácido", defende Welton.
Segundo ele, quando a acidez diminui, é possível atrair aves e polinizadores ao ambiente, além de repelir a infestação de pragas.
Este é o caso do Parque Ibirapuera, que, de acordo com o arquiteto geofísico, possuía bastante matéria orgânica e, consequentemente, eletricidade. "O nosso corpo é formado por 70% de água e sais minerais. Assim que é submetido a variações de energia, o líquido fica agitado, gerando estresse", acrescenta.
Neste local, o especialista plantou 13 rochas de quartzo, com o apoio da Prefeitura Municipal de São Paulo.
Welton diz, ainda, que a profundidade da rocha e o tempo de ação dependem de cada tipo de solo, porém, normalmente, o ambiente começa a mudar entre 30 e 90 dias após a realização do procedimento.
NO BOTÂNICO
Em Bauru, o especialista plantou, gratuitamente, uma rocha retirada da Praça das Cerejeiras pelo próprio município. O objeto possui 2,20 metros de altura - sendo que 75 centímetros estão sumersos no solo - e aproximadamente 180 quilos.
Para o diretor do Jardim Botânico, Luiz Carlos de Almeida Neto, se a acupuntura traz benefícios para algumas pessoas, a expectativa é de que faça o mesmo com o solo. "A partir do momento em que tive contato com esta teoria, entendi um universo que não sabia que existia e percebi que a prática é utilizada pela humanidade há muito tempo", observa.
Inclusive, neste sábado (1), das 9h às 12h, o Jardim Botânico sediará a palestra e vivência "Arquitetura Ecológica e Biologia da Construção", ministrada por Welton Santos. A entrada custará R$ 10,00, valor que deverá bancar os gastos do profissional, que vive em São Paulo, com a viagem a Bauru.
