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Fim de infecções hospitalares reduz custo em R$ 1,2 bilhão

Estadão Conteúdo
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O Ministério da Saúde afirma que a redução das ocorrências de infecção hospitalar influencia diretamente os custos das unidades e a vida dos pacientes. "O projeto se propõe a salvar 8.500 vidas nas UTIs dos hospitais participantes e, com isso, reduzir o custo de internações em até R$ 1,2 bilhão. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as Infecções Relacionadas a Assistência à Saúde (Iras) são os eventos adversos que mais matam nos serviços de saúde em todo o mundo.

Para definir quais unidades participariam do projeto, houve um processo seletivo. Em Santo André, na Grande São Paulo, uma das UTIs do Hospital Estadual Mário Covas recebeu o treinamento e já está há seis meses sem casos de infecção por ventilação mecânica e cinco meses sem registros de infecções do trato urinário nem sanguíneas, segundo Rodrigo Brolo, gerente de qualidade e processos do hospital. "No ano passado, tivemos entre duas e três por mês."

Enfermeira da UTI, Daniele Alves Scatolin, de 35 anos, trabalha no hospital há nove meses e diz que se sentiu premiada com a capacitação.

"Ela me ajudou muito, porque a gente percebeu que não precisa de tecnologia para envolver a equipe, mas comprometimento. Falo que recebi um troféu, não só como profissional, mas como pessoa. A gente pode fazer o melhor para dar assistência segura para o paciente. O bom de ter hospitais de ponta é a troca de experiências e o aprendizado. É possível fazer a diferença no SUS."

A enfermeira do controle de infecção hospitalar do hospital Gisele Ribeiro, de 34 anos, diz que os profissionais estão mais atentos. "Os nossos recursos são os básicos, mas, agora, temos uma equipe atenta aos pequenos detalhes, como cobrar a higiene das mãos de todos."

Padronização

No Hospital Universitário Onofre Lopes, em Natal (RN), o conhecimento já está sendo replicado entre os alunos de Medicina.

"Temos uma grande presença de estudantes e residentes", diz a médica cardiologista intensivista Eliane Silva, de 51 anos, que trabalha no local há 20 anos. Ali, a revisão nas práticas também é passada para os familiares. "Existe uma maneira correta de lavar as mãos, com tempo de fricção, e a gente sabe que a prática tem de ser feita por quem visita."

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