| Prefeitura de Botucatu/Divulgação |
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| Ideb das escolas de Botucatu nos anos iniciais do fundamental foi de 6,6 diante de projeção de 6,3 |
Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2017 divulgados nesta segunda-feira (3) pelo Ministério da Educação (MEC) e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revelaram que, nas cidades da região analisadas pela reportagem, houve uma melhora na avaliação do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, os chamados anos iniciais. Em relação ao ensino médio, as notas estão abaixo da meta estipulada pelo governo federal, seguindo uma tendência nacional.
Em Botucatu (100 quilômetros de Bauru), o índice das escolas municipais nos anos iniciais do fundamental foi de 6,6 diante de uma projeção de 6,3. Na avaliação anterior, feita em 2015, a cidade obteve 6,4. Nos anos finais do fundamental (6º ao 9º ano), a nota na rede municipal de ensino de Botucatu foi 5,3, acima da projeção de 5,1 e com um considerável salto em relação a 2015, quando ela foi de 4,7.
A Escola Angelino de Oliveira, na Vila Antártica, foi a com melhor resultado nos anos iniciais, alcançando 7,6 pontos. Nos anos finais, a melhor média foi da Escola João Maria de Araújo Júnior, na Vila Aparecida, de 5,7. Para a prefeitura, os investimentos em educação de mais de R$ 100 milhões feitos no ano passado contribuíram para que o município alcançasse a sua maior pontuação da história no Ideb.
"Foram várias ações que levaram a esse resultado. Por exemplo, a aplicação frequente de simulados, que trazem os alunos para uma situação real de avaliação, aproximando às condições de aplicação da Prova Brasil e outras avaliações no decorrer da vida de qualquer estudante", conta o prefeito Mário Pardini (PSDB).
"Outro ponto importante para esse resultado é que intensificamos o acompanhamento preventivo contra a evasão escolar, envolvendo inclusive a família nesse processo. O trabalho é realizado por coordenadores e supervisores escolares, além de um assistente social", complementa Valdir Paixão, secretário municipal de Educação.
MAIS NÚMEROS
Em Jaú (47 quilômetros de Bauru), a avaliação das escolas municipais nos anos iniciais do fundamental foi de 6,4, se igualando a projeção para 2017. Em 2015, ela havia sido de 6,3. Já nos anos finais, também na rede municipal, o índice foi de 5,3, abaixo da projeção de 5,4, mas acima de 2015, quando ele foi de 5,1.
Em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, a nota das escolas municipais foi 6,6, superando a projeção de 6,4 e se igualando à nota de 2015. Entre o 6º e o 9º ano, o índice foi de 5,4 na rede municipal, abaixo da projeção de 5,6 e do índice de 2015, que também era de 5,6.
Em São Manuel (69 quilômetros de Bauru), o Ideb das escolas municipais nos anos iniciais foi 6,4, superior à projeção de 6,2 e acima do de 2015, que foi 6,1. Nos anos finais do fundamental, a rede pública de ensino obteve nota 4,4 frente a uma projeção de 5,6, abaixo da nota apurada em 2015, que foi 4,7.
Em todas estas cidades, o índice nos anos iniciais do ensino fundamental ficou acima da média nacional, que foi de 5,8. Com exceção de São Manuel, os demais municípios também superaram a média nacional do Ideb nos anos finais do ensino fundamental, que foi de 4,7.
ENSINO MÉDIO
No ensino médio, sob a responsabilidade do governo estadual, onde a média nacional do Ideb foi de 3,8, bem abaixo da meta de 4,7 estipulada para 2017, os dados das cidades analisadas pelo JC também foram ruins, seguindo a tendência nacional (Botucatu - 3,6; Jaú - 4,3; Lençóis Paulista - 3,7 e São Manuel - 4,1).
Ontem, em visita ao hospital Santa Marcelina, em Itaquera, na zona leste da capital paulista, o candidato a presidente e ex-governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) responsabilizou a mudança de metodologia do MEC pela perda de liderança de São Paulo no Ideb durante a sua gestão.
"A portaria do MEC dizia que o ensino médio das escolas técnicas talvez era para valer (para o índice). Depois o Inep tirou", declarou.
O IDEB
O Ideb foi criado em 2007 pelo Inep para medir a qualidade do aprendizado nacional e estabelecer metas para a melhoria do ensino. Ele funciona como um indicador nacional que possibilita o monitoramento da qualidade da Educação pela população por meio de dados concretos.
O Ideb é calculado a partir de dois componentes: a taxa de rendimento escolar (aprovação) e as médias de desempenho nos exames aplicados pelo Inep. Os índices de aprovação são obtidos a partir do Censo Escolar, realizado anualmente.
As médias de desempenho utilizadas são as da Prova Brasil, para escolas e municípios, e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), para os estados e o país, realizados a cada dois anos. As metas estabelecidas pelo Ideb são diferenciadas para cada escola e rede de ensino, com o objetivo único de alcançar 6 pontos até 2022, média correspondente ao sistema educacional dos países desenvolvidos.
