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| Stephany Suenaga, de 21 anos, é yonsei e vive em Bauru |
Stephany Sayuri Bonalume Suenaga, de 21 anos, é yonsei, ou seja, descendente da 4.ª geração de japoneses, e vive em Bauru. Desde outubro do ano passado, a jovem tenta se mudar para o Japão, mas o seu sonho está cada vez mais longe, porque, em junho deste ano, o governo nipônico restringiu ainda mais a entrada de pessoas como ela no País. A proficiência na língua é um dos maiores entraves.
Conforme o JC noticiou no dia 28 de março deste ano, Bauru administrava, na época, uma fila de 1,4 mil pedidos de yonseis interessados em trabalhar na Terra do Sol Nascente.
Tal procura partia de jovens que moravam ou foram criados em Bauru e em outras cidades do Brasil. Eles sonhavam em se mudar para o solo nipônico, seduzidos pelos altos salários pagos, principalmente, pelas indústrias japonesas.
COM A FAMÍLIA
Stephany também quer ir para o Japão, porém, por um motivo diferente. A jovem quer apenas ficar com toda a sua família, que mora no Japão. "Minha família veio ao Brasil há oito anos, após uma crise que havia se instalado no Japão. Em outubro do ano anterior, todo mundo retornou, mas eu tive de aguardar a liberação do visto", explica.
Consultor empresarial da Nippon Tour, agência bauruense que é termômetro no País quando o assunto é viagem ao Japão, Edson Takao Koaro revela que, desde a determinação do governo japonês, as regras ficaram tão rígidas que apenas um yonsei entrou efetivamente com o pedido de visto junto à empresa. "Muita gente vem procurar, mas acaba desistindo, por conta das exigências do governo japonês", reforça.
PROFICIÊNCIA
| Malavolta Jr. |
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| Edson Koaro afirma que determinação trouxe muitos impactos |
Ainda de acordo com ele, o principal requisito aos descendentes de 4.ª geração é a proficiência de nível 4 na língua, que compreende o conhecimento básico, das palavras estrangeiras e dos ideogramas.
Além disso, a Terra do Sol Nascente exige que os yonseis se comprometam a continuar estudando o japonês ou a cultura nipônica. Caso contrário, não conseguirão renovar o visto de trabalho, cuja validade é de até três anos.
Logo, a dificuldade diante da língua afastou a jovem do seu sonho, além do fato de ser casada com brasileiro, cuja liberação do visto de entrada, no País, é ainda mais complicada. "Agora, aguardo que haja alguma mudança nesta determinação", acrescenta.
Segundo o consultor Edson Takao Koaro, estas exigências surtiram um impacto e tanto na procura dos descendentes da 4.ª geração pelo visto de trabalho. Contudo, até a 3.ª geração, não há restrições, basta ter o contrato de trabalho e a documentação necessária para comprovar a descendência.

