Imagem do agressor de Bolsonaro pic.twitter.com/Xx2ByAVMin

— Paula (@paulacamara_) 6 de setembro de 2018

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, ainda apresenta "quadro grave" de saúde, segundo a equipe da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora (MG) que o atendeu. Os médicos disseram que ele chegou a correr risco de vida. Bolsonaro foi vítima de uma única facada durante corpo a corpo no centro do município mineiro, nesta quinta-feira (6), que provocou múltiplas lesões no intestino. Teve hemorragia extensa e foi operado. Está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em observação, acordado e respirando naturalmente.

Os médicos afirmaram que não há qualquer previsão de alta antes de "uma semana ou dez dias", tampouco de possibilidade de retomada da campanha nas ruas. A família queria transferi-lo para o Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, ainda esta noite, mas não há condições para isso, pelo seu estado delicado.

Os médicos relataram que Bolsonaro chegou ao hospital em estado de choque, com a pressão muito baixa. Ele sofreu três perfurações no intestino delgado, que foram suturadas, e uma lesão grave no intestino grosso, que foi retirado, em parte. Ele foi colostomizado e assim deve permanecer por cerca de dois meses.

"As lesões colocaram em risco a vida do paciente. O quadro é naturalmente grave, pela magnitude do traumatismo, mas ele está estável", afirmou o cirurgião Luiz Henrique Borsato.

 Bolsonaro foi submetido a uma laparoscopia exploratória no hospital Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, após ser atingido por uma facada durante um evento da campanha na cidade mineira.

Segundo apurou a reportagem, a laparoscopia descartou um lesão no fígado do candidato, mas constatou outra cinco lesões: na artéria mesentérica superior (que sai da aorta e irriga o intestino e outros órgão dos abdômen), no intestino grosso e três lesões no intestino delegado.

Bolsonaro chegou à Santa Casa de Juiz de Fora em estado grave. Por causa da extensa perda de sangue, ficou hipotenso (com pressão baixa) e chegou a entrar em choque, uma estado crítico com baixas funções vitais. Segundo publicação de seu filho, Flávio Bolsonaro, no twitter, a pressão do candidato teria chegado a 10 por 7, quando o normal é 12 por 8.

Depois da realização de um exame de ultrassom, os médicos optaram pela cirurgia para verificar a extensão dos danos. Bolsonaro foi operado pelos médicos Cícero de Lima Rena, cirurgião coloproctologista (intestino), e Glaucio Silva de Souza, cirurgião especialista em fígado, além de uma extensa equipe.

A Polícia Federal prendeu Adelio Bispo de Oliveira, de 40 anos, o homem acusado de esfaquear o candidato Bolsonaro. A PF vai instaurar investigação para apurar a agressão sofrida pelo candidato.

Um segundo homem, suspeito de participação no atentado contra o candidato do PSL à Presidência da República nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, foi detido pelas forças policiais na cidade de Juiz de Fora (Minas Gerais). As informações são do Superintendente da Polícia Judiciária, Carlos Capistrano.

O suspeito, que não teve a identidade revelada, está sendo ouvido na Polícia Federal em Juiz de Fora. "Há informação de um segundo suspeito no caso. As investigações estão em andamento mas já temos a identificação de um provável segundo suspeito na cena do crime", disse o superintendente.

O deputado Flavio Bolsonaro (PSL), filho do presidenciável, disse que a pessoa que atacou seu pai agiu para matá-lo, e que a campanha "já avaliava que este tipo de violência poderia acontecer". O candidato não usava colete à prova de balas, afirmou Flávio. O estado dele, segundo o filho, é grave porque perdeu muito sangue.

Ele afirmou, no Twitter, que o ferimento sofrido pelo presidenciável Jair Bolsonaro foi pior do que se esperava. "Infelizmente foi mais grave que esperávamos. A perfuração atingiu parte do fígado, do pulmão e da alça do intestino. Perdeu muito sangue, chegou no hospital com pressão de 10/3, quase morto... Seu estado agora parece estabilizado. Orem, por favor!", afirmou na rede social.

Já o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), outro filho do presidenciável, disse que está indo para Juiz de Fora (MG) e que as informações sobre o estado de saúde do candidato ao Planalto estão desencontradas.

Pelo Twitter, Eduardo pediu aos internautas que tenham fé e orem pelo pai. "Soldado que vai a guerra e tem medo de morrer é um covarde", citou.

Líder nas pesquisas de intenção de votos, Bolsonaro era carregado pelas ruas da cidade mineira por seus apoiadores quando fez uma expressão de dor. Vídeos que circulam pela internet mostram uma pessoa se aproximando do candidato e acertando sua barriga. Pelos vídeos, não é possível identificar de forma precisa o que foi utilizado pelo agressor.

A PF é responsável pela segurança de Bolsonaro e acompanha o candidato em todas suas agendas. Questionada, a PF disse que retirou o candidato do local. A corporação disse que ele está fora de perigo e o ferimento causado pela agressão foi superficial.

Confusão havia marcado visita ao hospital

Antes do ataque, tumultos, tensão e bate-boca marcaram a visita do presidenciável ao hospital filantrópico da Associação Feminina de Prevenção e Combate ao Câncer (ASCOMCER) e também um almoço com o candidato em um hotel em Juiz de Fora, Minas Gerais, nesta quinta-feira, 6.

Pacientes idosos em tratamento contra a doença tiveram dificuldade para entrar na unidade, devido a um cordão de isolamento feito por integrantes de um movimento conservador da cidade. Vestidos de preto, eles se diziam policiais e afirmavam fazer "segurança voluntária" do candidato.

Vestidos de preto, eles se diziam policiais e afirmavam fazer "segurança voluntária" do candidato.

Filho de Bolsonaro diz que agressor queria matá-lo

O deputado Flavio Bolsonaro (PSL) disse que a pessoa que atacou seu pai, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), no meio de um corpo a corpo em Juiz de Fora (MG) agiu para matá-lo, e que a campanha já avaliava que este tipo de violência poderia acontecer. O candidato não usava colete à prova de balas, afirmou Flavio.

O pai contava com escolta da Polícia Federal na agenda de campanha, prerrogativa de presidenciáveis. O agressor se misturou a apoiadores, e, segundo o filho de Bolsonaro, chegou a ser contido por um deles no exato instante em que sacou a faca. Por isso, o corte na barriga de Bolsonaro não foi mais profundo.

"Não sei o que se passa na cabeça de uma pessoa dessa. Foi a mão de Deus que agiu (para proteção)", disse Flávio à Globonews, em trânsito. "Estou indo para Juiz de Fora agora. É contra isso que estamos lutando. A gente sempre soube que poderia acontecer. Os presidenciáveis têm direito a escolta da PF e veículo blindado e, na avaliação deles, o Jair precisa de uma atenção maior. Foi com uma faca, mas poderia ter sido com uma arma. A gente toma as precauções. (O atentado) fortalece ainda mais (a campanha)."

PF autua em flagrante acusado de esfaquear Bolsonaro

A Polícia Federal afirmou, nesta quinta-feira (6), que autuou em flagrante suspeito de esfaquear o candidato do PSL à Presidência da República Jair Bolsonaro durante ato público em Juiz de Fora (MG). De acordo com Flavio Bolsonaro, filho do presidenciável, o ferimento foi superficial. Adélio Bispo de Oliveira, 40 anos, foi preso.

Segundo a PF, o candidato "contava com a escolta de policiais federais quando foi atingido por uma faca durante um ato público na cidade de Juiz de Fora/MG".

"O agressor foi preso em flagrante e conduzido para a Delegacia da PF naquele município. Foi instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias do fato".

Líder nas pesquisas de intenção de votos, Bolsonaro era carregado pelas ruas da cidade mineira por seus apoiadores quando fez uma expressão de dor. Vídeos que circulam pela internet mostram uma pessoa se aproximando do candidato e acertando sua barriga. Pelos vídeos, não é possível identificar de forma precisa o que foi utilizado pelo agressor. Um dos seguranças que estavam com Bolsonaro sofreu um corte na mão.

Ele foi filiado ao PSOL de Uberaba (MG) de 2007 a 2014, segundo relação de filiados políticos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

De acordo com esses registros, ele pediu desfiliação há quatro anos e não consta ter aderido a outra sigla.

Em sua página no Facebook ele tem várias postagens críticas a Bolsonaro. Há também fotos contrárias a Temer.

Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL, afirmou não ter conhecimento sobre a filiação, mas que ainda está se inteirando do assunto. O partido divulgou nota condenando o ataque a Bolsonaro.

 Divulgação/Assessoria de Comunicação Organizacional do 2° BPM 
 
Adélio Bispo de Oliveira é suspeito de esfaquear Bolsonaro  

Candidatos repudiam ataque contra Bolsonaro

Após o ataque com uma faca ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), outros candidatos à Presidência da República lamentaram o incidente.

Candidato a vice na chapa do PT ao Planalto, Fernando Haddad classificou como "absurdo" e "lastimável". "Nós, democratas, temos que garantir o processo tranquilo e pacífico e reforçar o papel das instituições", declarou Haddad, ao ser informado sobre o episódio, durante entrevista ao canal MyNews.

Pelo Twitter, o candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes, classificou o ataque como uma "barbárie" e disse exigir "que as autoridades identifiquem e punam o ou os responsáveis".

"Acabo de ser informado em Caruaru, Pernambuco, onde estou, que o Deputado Jair Bolsonaro sofreu um ferimento a faca. Repudio a violência como linguagem politica, solidarizo-me com meu opositor e exijo que as autoridades identifiquem e punam o ou os responsáveis por esta barbárie."

Geraldo Alckmin (PSDB) também condenou o ato. "Política se faz com diálogo e convencimento, jamais com ódio. Qualquer ato de violência é deplorável. Esperamos que a investigação sobre o ataque ao deputado Jair Bolsonaro seja rápida, e a punição, exemplar", disse o presidenciável em rede social.

Marina Silva (Rede) disse que "a violência contra o candidato Jair Bolsonaro é inadmissível e configura um duplo atentado: contra sua integridade física e contra a democracia". "Neste momento difícil que atravessa o Brasil, é preciso zelar com rigor pela defesa da vida humana e pela defesa da vida democrática e institucional do nosso País. Este atentado deve ser investigado e punido com todo rigor. A sociedade deve refutar energicamente qualquer uso da violência como manifestação política", declarou.

O candidato do PSOL, Guilherme Boulos comentou o ataque Jair Bolsonaro em juiz de fora e disse que violência não se justifica. "Repudiamos toda e qualquer ação de ódio e cobramos investigação sobre o fato", declarou.

João Amoêdo (Novo) disse que é lamentável e inaceitável o que aconteceu. "Independentemente de divergências políticas, não é possível aceitar nenhum ato de violência."

"O Brasil lutou muito para voltar à democracia e a ter eleições limpas e livres. A violência não pode colocar essas conquistas em risco. Que o agressor sofra as devidas punições. Meus votos de melhoras para o candidato", disse.

Aliados de Bolsonaro falam em 'guerra' e em 'reagir'

O presidente nacional do PSL, Gustavo Bebianno, disse à reportagem que "Agora é GUERRA!!!", ao ser questionado sobre o ataque ao presidenciável Jair Bolsonaro.

Bebianno é o braço direito de Bolsonaro e tem acompanhado todas as agendas do candidato.

Um dos principais aliados do candidato do PSL, o senador Magno Malta (PR-ES) disse em vídeo nas redes sociais que adversários querem parar o presidenciável e que é preciso ganhar a eleição no primeiro turno.

"Nós precisamos reagir, ganhar essa eleição no primeiro turno, porque querem pará-lo de todo jeito. Nós vamos reagir", afirmou Malta na gravação. O senador esteve cotado para a vaga de vice na chapa.

"O Brasil precisa reagir. Essa canalhada se juntou para parar Bolsonaro de todo jeito. Estão juntos para parar por quê? Porque eles querem continuar como está: a violência, roubar dinheiro público", disse ele.

Malta encerrou o vídeo pedindo orações "para Deus preservar a vida" de Bolsonaro.

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