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Brasil encara EUA com Neymar como capitão


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Pedro Martins/MoWA Press
Tite acabou com rodízio de capitães e Neymar será dono da braçadeira a partir de agora

O técnico Tite resolveu começar seu novo ciclo à frente da seleção valorizando Neymar. Ele acabou com o rodízio de capitães e a partir de agora o dono da braçadeira será o atacante do Paris Saint-Germain. A estreia do capitão fixo será hoje, às 21h05 (horário de Brasília), no amistoso contra os Estados Unidos em New Jersey, o primeiro da equipe após a Copa do Mundo da Rússia e que marca o reinício de um trabalho que, espera o treinador, o leve até o Mundial de 2022, no Catar.

A constante troca de capitães era uma característica do técnico, que gostava de dividir responsabilidades entre os jogadores em campo. Ao lado do técnico, Neymar falou em entrevista coletiva sobre o novo momento e lembrou da eliminação da Copa da Rússia.

"Eu fui alvo de muitas críticas e não me senti bem para falar naquele momento", afirmou o atleta sobre seu silêncio após a derrota para a Bélgica. "Resolvi aceitar porque aprendi muita coisa, vou aprender bem mais e essa responsabilidade vai fazer bem pra mim. Amadureci e sei que posso exercer essa função."

Tite saiu em defesa do camisa 10. "É uma liderança técnica, um jogador que amadureceu ao longo tempos e tem sabido absorver crítica", disse o treinador. "Quando a crítica é embasada ela te faz crescer. Temos de fomentar a evolução dele."

Muito questionado sobre a Copa da Rússia, Neymar respondeu às críticas a sua atuação com bom humor. "Eu não tenho muito o que falar sobre o cai-cai. Sou um jogador mais rápido, mais leve e às vezes sofro falta, eles não vão me deixar passar sem dar uma porradinha. Acabei sofrendo muitas faltas na Copa, não era o que eu queria mas aconteceu", disse o atacante. "Vou reconquistar os torcedores jogando futebol. Aproveitando, peço desculpa aos torcedores que ficaram chateados com a gente. Perder é muito ruim e a gente fez de tudo para alcançar a melhor posição mas não foi dessa vez."

Para o amistoso contra os Estados Unidos, o Brasil entrará em campo com dez dos jogadores que estiveram na Copa da Rússia: Alisson, Fabinho, Thiago Silva, Marquinhos e Filipe Luis, na defesa; Casemiro, Fred e Philipe Coutinho, no meio de campo; Douglas Costa - que entra no lugar de Willian -, Neymar e Roberto Firmino, no ataque.

Uma das maiores características do time dos Estados Unidos é a pouca idade os jogadores - 15 deles tem até 23 anos de idade, e 13 jogam atualmente na Europa. Mas o time da casa, que não conseguiu a classificação à Copa do Mundo da Rússia, não deve representar qualquer ameaça à Seleção Brasileira.

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