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Mais consciência sobre a data amplia a participação do desfile em três anos

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

A edição de hoje do Desfile Cívico que comemora a Independência do Brasil contará com a participação de mais de 4 mil integrantes. Este é maior número de desfilantes em três anos, segundo a Secretaria Municipal de Cultura. A conscientização sobre a importância da data é apontada como uma das motivações para esse aumento na participação civil.

De acordo com dados da pasta, no ano passado, 2,7 mil pessoas desfilaram. Já em 2016 e 2017, o número oscilou na casa dos 2 mil participantes.

"Há uma conscientização maior. As escolas estão trabalhando melhor esse tema e as crianças estão com vontade de vivenciar esse momento que é tão importante para todos nós, para a nossa história", afirma secretário de Cultura, Luiz Fonseca.

"Nós estamos em uma crescente. A cada ano, novas entidades querem participar, além das que já estão no desfile. Antigamente, o foco do desfile era nos estudantes e nas Forças Armadas. Hoje, percebemos cada vez mais a sociedade civil se interessando e participando", afirma Susana Godoy, diretora da Divisão de Ação Cultural, da Secretaria Municipal de Cultura.

Ao todo, mais de 50 organizações atravessarão o Sambódromo, a partir das 8h45. São escolas públicas e privadas, instituições de caráter social, clubes de serviço, associações, bandas marciais, além de corporações e serviços da Polícia Militar (confira programação ao lado).

Ainda de acordo com a diretora, as entidades também apresentaram maior adesão neste ano. "A maior parte dos desfilantes são das escolas municipais. Mas é um momento em que as entidades também estão colocando mais participantes. É uma oportunidade de maior visibilidade do trabalho a pessoas de todos os bairros de Bauru", diz.

ESTREIA

As entidades estreantes são a Escola Pégasus, Associação Desportiva Leões do Ringue, Associação Mães da Fé e o Grupo Muguenkyo Bauru Wadaiko do Clube Cultural Nipo-Brasileiro de Bauru, que comemora, em 2017, os 110 anos da imigração japonesa no Brasil.

"Sempre tivemos vontade de desfilar. Eu via, desde pequeno, nos desfiles do Japão, o Taikô e achava muito bonito. Então, quando a Secretaria de Cultura nos fez o convite, atendemos prontamente, mesmo sem estar com nossa formação completa", diz Shozo Nakamine, coordenador e diretor cultural do Muguenkyo.

Para o ano que vem, o coordenador diz que a expectativa é levar ainda mais participantes. "Neste ano, vamos em um grupo de 15 pessoas. No próximo ano, esperamos nos apresentar em cima de um caminhão e com nossa formação de 25 integrantes", finaliza.

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