| Renan Casal |
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| Toninho Ferreira esteve ontem no Café com Política do JC: "O PSTU tem uma política de ruptura" |
Desde ontem, o candidato a governador Toninho Ferreira (PSTU) faz campanha em Bauru e cidades vizinhas. Ele deve ficar até segunda-feira na região e, nesta sexta pela manhã, esteve no Espaço Café com Política do JC. Ferreira defende uma ruptura radical com o sistema e pontua que, apenas desta forma, o governo conseguirá atender a população mais pobre.
Esta é a segunda vez, inclusive, em que ele sai candidato a governador. "O PSTU tem uma política de ruptura, de rebelião popular. A gente acredita que apenas pelo voto não vamos conseguir avançar. Nos grandes momentos de mudança da história, aconteceram revoluções e é isso que precisa ocorrer em nosso País", defende.
O partido lançou Vera Lúcia de candidata a presidente. Já para senador pelo Estado, concorrem Mancha e Eliana. "O plano de governo nosso é de mudança drástica, porque os outros partidos apresentam o que já está aí, do PSDB ao PSOL, com uma ou outra alteração. A gente acredita que, sem uma ruptura com os bancos e o sistema financeiro, nada mudará", comenta.
No cenário nacional, o PSTU cita que o governo deveria parar de pagar a dívida pública. O mesmo seria feito em São Paulo neste caso. "A primeira coisa é não pagar a dívida pública. O Estado de São Paulo é rico, mas a população em sua maioria é pobre. São 5 milhões de desempregados, em desalento já. Defendemos nacionalmente a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais, com o avanço da tecnologia, é necessário reduzir a carga de trabalho para que todos tenham emprego atualmente", frisa.
PÚBLICO
Ainda entre as propostas de governo do PSTU, está a valorização do serviço público. O candidato cita que a saúde e educação foram entregues ao setor privado nos últimos anos.
"No transporte, São Paulo conta com apenas 80 quilômetros de metrô e, assim que uma linha é concluída, ela é entregue para a iniciativa privada. Falta investimentos em ferrovia. E, nas rodovias, esse modelo de iniciativa privada é o que favorece casos como o de corrupção no Rodoanel. Na saúde, as OS e Oscip estão tomando conta de todos os serviços. E, na educação, o Geraldo Alckmin (PSDB) fechou salas de aula, só não foi mais porque os jovens se rebelaram", entende.
REVOLTA POPULAR
A deflagração de uma revolta popular é vista como necessária. "A gente entende que, apenas se o povo fizer a rebelião, as coisas vão mudar. Foi o que ocorreu na educação há alguns anos para evitar o fechamento de salas de aula e com os caminhoneiros há alguns meses. Eles acabaram sendo traídos pelo Michel Temer (MDB), mas foram buscar resolver as coisas", entende.
NA REGIÃO
O candidato Toninho Ferreira permanece em Bauru até segunda-feira, e faz campanha ainda em Duartina, Jaú, Marília e Gália, acompanhado do candidato a deputado estadual Abel Barreto (PSTU). "Na eleição para presidente, o Henrique Meirelles (MDB) será, depois, convidado por qualquer um dos candidatos para fazer parte do governo, menos pela nossa candidata, que sabe da necessidade em mudar o sistema", lembra. "Para 99% das pessoas, o País já está quebrado. O dinheiro está nas mãos de poucos, com os banqueiros, e, só quando ficar sem pagar a dívida pública, isso começará a mudar", conclui.
