| Fotos: Divulgação |
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| Corpo do tratorista Aparecido de Souza (abaixo) foi encontrado em área de mata no bairro Bem Viver |
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A pedido do Ministério Público (MP), a Justiça decretou nesta segunda-feira (10) a internação provisória, por 45 dias, de dois adolescentes, de 14 e 16 anos, suspeitos de agredirem violentamente um tratorista de 56 anos na tarde de sábado (8) após discussão em um bar localizado no bairro Bem Viver, em Reginópolis (70 quilômetros de Bauru). O homem foi arrastado pela dupla até uma área de mata próxima e não resistiu aos ferimentos. O corpo dele só foi encontrado no domingo (9) de manhã, após denúncia anônima.
Conforme divulgado pelo JCNET com base no registro policial, após receber denúncia anônima informando sobre o homicídio, a localização do corpo, o nome do autor e sua intenção de fugir da cidade, no início da manhã de domingo, equipe da Polícia Militar (PM) foi até a casa de um dos suspeitos, um adolescente de 16 anos. Segundo a polícia, ele confessou o crime e levou os policiais até onde estava o corpo de Aparecido de Souza, conhecido como "Cidão". Na delegacia, o adolescente disse que, na tarde de sábado (8), a vítima foi até um bar onde ele participava de churrasco com amigos e, após se desentender com o grupo, deixou o local.
Ainda de acordo com a versão do adolescente, ele e um amigo, de 14 anos, seguiram Aparecido por alguns metros até a rua Miguel Maldonado Padilha e passaram a agredi-lo com socos e chutes na cabeça até que ele desmaiasse. Na sequência, o arrastaram até a mata, que fica a cerca de 15 metros, onde o deixaram agonizando.
O jovem contou que ainda retornou ao local à noite e constatou que o tratorista já estava morto. O adolescente de 14 anos também foi encaminhado à delegacia, onde, na presença da mãe, confessou ter participado das agressões que resultaram na morte da vítima e ajudado o seu amigo a arrastá-la até a mata. Os dois adolescentes foram apreendidos em flagrante pelo delegado César Ricardo do Nascimento pelos atos infracionais de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Até o fechamento desta edição, eles permaneciam detidos em uma cela especial em Pirajuí aguardando a liberação de vaga em uma unidade da Fundação Casa.

