DÁ-LHE, BRASIL
Em seu segundo jogo pós-Copa, o Brasil tem a obrigação de vencer El Salvador em Washington. As duas seleções já se enfrentaram duas vezes, também nos Estados Unidos (1994 e 1998) e os brazucas ganharam os amistosos por 4 a 0. Tite faz mudanças em relação ao time que bateu os EUA por 2 a 0 sexta-feira em Nova Jersey. Não podemos dizer que a partida de hoje no FedEx Field será bom teste para novatos como Andreas Pereira, Pedro e Paquetá, por exemplo, porque El Salvador é fraco, 72 do ranking da Fifa. Seis jogos e seis derrotas nas duas Copas que disputou, em 1970 e 1982, e só um gol marcado, na surra de 10 a 1 que levou da Hungria em 82. Essa é a maior goleada da história dos Mundiais. Mamão com açúcar o 7 a 1 em 2014. Se a Seleção Brasileira ganhar de 1 a 0 já será zebra
DUREZA
São Paulo fez a lição de casa mas se tivesse vencido o Bahia por placar maior, estaria no topo. Só que Brasileirão é dureza. Que o diga o Flamengo, batido pelo Ceará no Maracanã
DECISIVOS
Gabigol vinha sofrendo críticas, vaiado pela torcida do Santos. Agora é o salvador do time e artilheiro do campeonato. Deyverson, então, era massacrado, ironicamente aplaudido ao ser substituído e palmeirenses festejavam nas redes sociais quando o atacante pegava suspensão. Ele agora é decisivo
SAUDOSISMO
Quem gosta de passado é museu, mas no futebol nada será como antes. Sobre volantes, Casagrande lembrou espetacular jogada de Clodoaldo num jogo de Copa. Lembro mais da pintura do lance do gol contra o Uruguai (memória). Clodô deu chapéu e depois botou a bola entre as pernas de outro uruguaio. Agora, a torcida vai ao delírio quando Felipe Melo dá um balão ou voadora num adversário
CURIOSIDADE
O conflito armado El Salvador x Honduras em 1969, recebeu o nome de Guerra do Futebol, por causa do tumulto no jogo entre as seleções dos 2 países pelas Eliminatórias da Copa de 70. Seis mil mortos, mais de 15 mil feridos e 130 mil salvadores deportados de Honduras
MEMÓRIA
Mundial de 1970: Brasil 3 x 1 Uruguai, em Guadalajara, gols de Clodoaldo, Jairzinho e Rivellino. Cubilla para a Celeste. Árbitro: J.M. Ortiz. Público: 52 mil. Brasil: Félix; Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo e Gérson; Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivellino. Técnico: Zagallo. Uruguai: Mazurkiewicz; Ubiñas, Ancheta, Matosas e Mujica; Castillo, Cortes e Maneiro (Espárrago); Cubilla, Fontes e Moralez. Técnico: Eduardo Hohberg
AQUELE ABRAÇO
Aquele abraço Antônio Pedroso Jr., o Chinello.