Setembro foi escolhido para a campanha cujo nome diz o título. Baseado em um suicídio nos EUA, sendo a fita amarela alusiva ao fato de o autor ter usado um Porsche amarelo reformado e pintado por ele próprio para pôr fim à própria vida, chocando-se contra um muro.
Só no Brasil 32 pessoas dão cabo da própria vida todos os dias, tendo como pano de fundo a depressão que pode acometer qualquer um à nossa frente, lateral ou atrás. A medicina, através da psiquiatria e psicoterapia, possui as armas convencionais disponíveis, embora em se tratando de saúde pública poucos consigam o acesso por não ser uma dor física e fácil de se enxergar. Conta também, muitas vezes, em descrédito além de tudo.
Ficando como possível remédio as drogas e as bebidas, essas lícitas ou não, vitimam e colaboram para se encontrar o fim de uma forma suicida, como dita, ou uma destruição mais lenta e velada. Restando aos profissionais das religiões que muitas vezes podem ajudar, mas em muitos casos serão uma doença e incentivam outras formas tão perigosas como as outras de autodestruição.
Em tempo de promessas de candidatos aos cargos que definirão os próximos anos do Brasil, fica uma sugestão: a implementação de políticas para a saúde pública, inclusive as das áreas psicológicas e até as da alma, resumida na vigilância.
Quanto aos abusos no tocante à fé, por sermos um Estado laico, fazem com que o próprio Estado lave as mãos, deixando os abusos correrem soltos.