Tribuna do Leitor

Brasil, democracia ou socialismo?

Antonio Carlos Azevedo dos Santos
| Tempo de leitura: 3 min

Nas próximas eleições a ser realizada em outubro deste ano os brasileiros e brasileiras em condições de votar estarão escolhendo se devemos continuar e ratificar que queremos mais democracia ou vamos escolher a continuação dos planos dos últimos governos em implantar o socialismo, mesmo que em doses homeopatas, como fez o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ou em doses mais fortes, como fizeram o agora preso ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e a ex-presidente Dilma, caçada em seu último mandato.

Se escolhermos continuar e ratificar a democracia, os escolhidos para a Presidência, governadores, Câmara Federal e senadores terão de se comprometer a recuperar a saúde das finanças públicas, fazer um ajuste fiscal de 300 bilhões de reais para manter a inflação baixa, os juros baixos e a volta do crescimento econômico. Devemos exigir dos eleitos o debate político de como fazer os ajustes, evitar este debate será muito injusto para todos nós, em especial com aqueles que mais dependem do acesso a serviços públicos, como saúde e educação

A situação fiscal do Brasil hoje é muito grave, somos uma economia de renda média com uma carga tributária de 33% do PIB, porcentual próximo à média dos países mais adiantados e que têm renda mais alta. É impossível fazer ajustes com novos e sucessivos aumentos de impostos, a carga tributária no Brasil já é elevada, uma das maiores do mundo, retrato provocado pela política dos governos do PT principalmente, mesmo assim, esses impostos, apesar de altíssimos, tem sido insuficientes para arcar com as despesas do setor público.

Os cortes devem ser profundos, começando pelos proventos do Congresso Nacional, assembleias estaduais, vereadores, assessores parlamentares (senadores, deputados, vereadores), são ao todo 70.794 políticos eleitos em todo o Brasil, o custo anual de toda esta máquina é acima de R$ 128 bilhões por ano, mais os R$ 6 bilhões do fundo partidário para 2018.

São mais de 715 mil funcionários não concursados trabalhando para os políticos, em todo o Brasil, e pior ainda temos 35 partidos políticos registrados no TSE e 73 partidos em formação. Não se trata de má vontade, o que realmente existe é a diferença entre duas maneiras de ver o papel da pessoa pública. Uma é honesta - na verdade, é exatamente aquela que o público tem o direito de esperar. A outra é desonesta e fim de conversa. O estilo de praticamente todos os políticos, que de uma forma ou de outra mandam no Brasil, mostra uma doença clássica do subdesenvolvimento, o descaso arrogante, audacioso que todos eles têm pelo dinheiro público.

Presidentes da República, em especial, são a prova viva dessa deformação administrativa e moral. Conseguiram, ao longo do tempo, em volta de si um monstro chamado Presidência da República, hoje com cerca de 20.000 funcionários, aviões, cartão de crédito e um custo anual de R$ 650 milhões, maior que o da Casa Real Britânica. Continuam gastando mesmo depois que deixam de ser presidentes, os cinco que estão vivos gastam entre R$ 5 a R$ 6 milhões por ano, e quando vão para cadeia, como acontece hoje com Lula, ficam ainda mais caros, uns R$ 300 mil por mês. Isto aqui é outro mundo. E todos são responsáveis, pois simplesmente há um enorme abismo em o que queremos e o que realmente os atuais políticos querem.

Os brasileiros e brasileiras não podem mais errar, não a mais espaço para escolhermos errado, portanto faça a sua escolha, democracia mesmo e séria ou a continuação de transformar o Brasil em socialismo bolivariano como Venezuela, Nicarágua, Cuba, Bolívia e Equador.

 

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