Rio de Janeiro - O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) disse que a investigação sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes está "próxima" de apontar os responsáveis pelo crime, ocorrido em março. Nesta sexta, Freixo prestou depoimento durante cinco horas na Delegacia de Homicídios (DH) da Capital.
Desde a noite do crime, o deputado já havia se reunido diversas vezes com os responsáveis pela investigação, mas nesta sexta, dia em que marca os seis meses dos assassinatos, ele prestou seu primeiro depoimento oficial. Freixo foi ouvido pelo delegado Gineton Lages, titular da DH.
Após a oitiva, o deputado disse que o sentimento é de "angústia" pela demora na resolução do crime.
"Angústia, angústia. Hoje (sexta) eles me disseram que é um crime sem precedentes na história do Rio de Janeiro, mas que eles estão próximos de descobrir quem matou. A linha, evidentemente, é saber quem executou, quem matou, para depois chegar nos mandantes" contou
Segundo ele, seu depoimento teve por finalidade traçar um perfil amplo do trabalho de Marielle. "Perguntaram tudo. Todos os momentos da Marielle desde que ela começou a trabalhar com a gente, as características dela. Foi um depoimento bem amplo, sobre todos os momentos dela."
O parlamentar também pediu que a cobrança pelo resolução do caso não pare. "A mobilização tem que continuar, a pressão tem que ter, por uma razão simples: esse crime é um crime político e é um crime sofisticado. Se a resposta do Estado for não resolver, nós podemos ter um jornalista, um promotor, um juiz, um deputado morto em breve, porque isso vai compensar", considerou Freixo.
Em São Paulo, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, evitou falar sobre a demora para solucionar o caso, que, segundo ele, foi um crime "complexo e difícil" de investigar. O ministro defendeu a competência das polícias locais, responsáveis pela investigação.