| Samantha Ciuffa |
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| Professor Cabo Helinho é candidato a deputado estadual pelo PR |
O candidato a deputado estadual Professor Cabo Helinho (PR) disputa neste ano sua primeira eleição. Formado em Direito e com pós-graduação em Direito Processual Penal, ele é membro da Força Tática da Polícia Militar (PM) de Bauru. Helinho fez sua filiação por Ourinhos e dobrará com o deputado federal Capitão Augusto (PR-SP), que concorre à reeleição, mas, como mora e trabalha em Bauru, faz campanha na cidade. Helinho também atua na formação de novos policiais militares e de profissionais de segurança de empresas privadas. Com mais de 20 anos de trabalho na PM, o candidato coloca a segurança como prioridade, especialmente a valorização da categoria, e pede ainda mais atenção na saúde.
O que levou o senhor a ser candidato?
Eu sou policial militar e conhecer as necessidades das pessoas foi uma motivação. Há uma luta ainda aos policiais militares. A segurança tem uma demanda grande e entendo que devemos ter pessoas que conhecem a nossa realidade na Assembleia Legislativa para conquistar mais condições a quem atua na segurança da população do Estado.
Quais serão as suas principais áreas de atuação caso seja eleito deputado?
Os direitos fundamentais dos profissionais de polícia estão como prioridade. Há muita coisa em andamento, projetos que podem reduzir os direitos dos policiais militares e civis, e outras pessoas da área de segurança. E trabalhar pela região de Bauru. Estamos passando por um momento crítico na política. Especialmente na área de segurança, há projetos que entrarão em discussão no ano que vem, como a reforma trabalhista, que pode dar igualdade a profissionais que são desiguais. O policial não recebe adicional noturno, trabalha muito além da jornada semanal de outras áreas, sem a previsão de hora extra, sem banco de horas. São direitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que o policial não recebe. E, na hora de discutir, isso deve ser considerado. Outro aspecto é a saúde do policial. Hoje, é tudo centralizado na Capital do Estado, onde há um hospital da PM, tem a Cruz Azul, que atende familiares. Mas, no Interior, ele precisa custear um plano de saúde. A estrutura que tem na capital, se tivesse nos grandes centros do Estado, já ajudaria muito.
E na educação, saúde e segurança? O que é prioridade para o senhor?
Por atuar no dia a dia, em escoltas de presos, vemos a situação dos hospitais. A falta de leitos para internação é um problema que precisa ser resolvido, o que precisa é aumentar mais vagas para a internação. O Hospital Manoel de Abreu está fechado. Devemos saber a fundo o que aconteceu lá e pensar em alternativas para resolver e fazer voltar a funcionar, com um atendimento digno a toda a população. Na saúde, a prioridade é a questão de vagas para internação. Se já tinha uma estrutura, não deveria ter sido interrompido da forma como aconteceu.
Na região de Bauru, quais as prioridades?
Faço uma dobrada muito importante para a região de Bauru, com o Capitão Augusto (PR-SP), que é o deputado federal que mais mandou emendas parlamentares para a cidade neste mandato. Ele poderia conseguir ainda mais se houver um deputado estadual para fazer essa parceria. Pretendo, com o Capitão Augusto, trabalhar para ter mais emendas em saúde e saneamento básico. Se a gente conseguir fazer mais iluminação, asfalto, a própria segurança pública vai avançar, porque são questões da estrutura das cidades necessárias para o bom andamento do trabalho da PM e de outras ações. Sou formado em Direito e pós-graduado em Direito Processual Penal. Além de atuar na segurança, faço parte da formação de policiais militares e segurança privada. Por ser professor e atuar na formação, a gente acaba tendo uma visão de muita coisa que acontece na segurança e entende que, agora, pode colaborar se for eleito, lutando pelos policiais e pela comunidade em geral.
